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Sábado, 10 de Fevereiro de 2007

Votem NÃO

Uma das experiências mais interessantes que já tive na minha vida foi a de
pesquisar a história da minha família.



Como é sabido actualmente os registos civis são feitos pelo Estado e
guardados nas Conservatórias/arquivos distritais, porém do Sec. XX para trás
os únicos registos que temos são os registos paroquiais. Os padres
registavam os baptismos, os casamentos, e os falecimentos. Nos arquivos
distritais também existem outros tipos de documentos tais como testamentos,
documentação comercial, registos de entradas em portos, etc, porém para
pesquisar a história da família os registos paroquiais são os mais
utilizados.



É uma experiência enriquecedora, fazer este tipo de pesquisa porque fica-se
a conhecer um pouco das pessoas que foram determinantes para a nossa
existência.



Há uns dias atrás estive a ver um desses registos paroquiais e reparei na
quantidade enorme de “filhos naturais” que estavam registrados. Para poderem
entender os padres diferenciavam os filhos de casais casados na Igreja como
sendo “filhos legítimos” e todos os outros como filhos naturais (filhos de
mães solteiras, filhos anteriores ao casamento, relações ilícitas). Também é
frequente aparecerem muitos pais incógnitos muitas vezes são filhos de
relações “não legais”, tais como relações adúlteras e por aí fora. Sempre
que eu vejo aquilo, penso sempre que as pessoas mais velhas tem sempre
aqueles chavões de que a “juventude de agora não presta”, “No meu tempo
havia muito respeito”, “hoje em dia é uma pouca vergonha, etc, mas afinal no
tempo deles a brincadeira era a mesma da de agora! Parece sim é que havia
menos informação e tudo era feito mais às escondidas.



Bem, mas isso agora não interessa, um dos meus azares é que tenho uma
tetravó que é filha de pais incógnitos. Ela foi entregue na”Roda” e não
constam os pais dela Daquela linhagem já não posso andar mais para trás,
pelo que considerei como concluída a pesquisa naquele ramal da minha árvore
genealógica.



Muito recentemente olhei para o nome daquela mulher que foi abandonada na
“Roda” e que foi criada por pessoa frias e autoritárias (freiras católicas),
mas que mais tarde casou teve filhos e deu uma infância melhor aos seus
filhos do que a que teve. E conjecturei para mim próprio, e se os pais da
minha tetravó tivessem abortado?



Não sei se naquela altura também se faziam abortos, provavelmente o fariam,
mas mesmo que não tivessem abortado poderiam sempre matar a criança. Uma
coisa é certa tendo em conta os filhos que ela teve, mais os netos e
bisnetos e trinetos, o seu “não-nascimento” faria desaparecer da minha
família perto de 20 pessoas (incluindo eu próprio) em linhagem directa sem
contar com as linhagens colaterais (tios, primos, etc). Indo pelas linhagens
colaterais o numero pode chegar perto de 100.



Não é de admirar que eu não aceite o aborto nem seja a favor que as mulheres
os façam em locais asseados e assistidos por um médico. Ao fim ao cabo o
Aborto é sempre um atentado à vida e às vidas de muita gente.



Para terminar aconselhava os muitos defensores do “Sim” a pesquisarem a sua
história familiar. SERÁ QUE NÃO VÃO ENCONTRAR ANTEPASSADOS “FILHOS NATURAIS”
OU FILHOS DE PAÍS INCÓGNITOS?



Para os indecisos aconselho vivamente a votar no Não, o nosso povo é
conhecido por ser moderado, o aborto é uma solução radical e mortífera para
o problema do aborto clandestino existem formas mais civilizadas de combater
esse problema e que são muito mais compatíveis com a nossa cultura.



Apoiante do Não
publicado por comunidade às 18:46

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6 comentários:
De cneves a 10 de Fevereiro de 2007 às 23:39
Caro(a) incógnito(a),
A sua tetravó era "filha natural"...e depois?
O que está em causa no Referendo, não é a "promoção" do aborto, versus defeza dos "filhos naturais" - ele já existe debaixo dos olhos de todos nós, que fingimos não reparar, "assobiando para o ar"!
O que se vai decidir, é se ele vai ser feito em condições dignas, por decisão da mulher até às 10 semanas- APÓS UMA CONSULTA DE ACOMPANHAMENTO, onde até pode decidir não o fazer - e na primeira hipótese (interrupção) sem qualquer penalização!
Curiosa é a posição de "alguma" Igreja, que ameaça excumungar toda a gente do SIM - quem fizer aborto, quem simplesmente votar SIM e, pasme-se, quem simplesmente se abstiver de votar!
Como católico praticante, fico à espera de ser "excumungado"!
Celestino Neves
De Cesar Sousa a 11 de Fevereiro de 2007 às 08:29
Eu acho que o Sr. faz mal em esperar para ser excomungado. Para o Sr. manter a coerência deve ir pedir a excomunhão.
De cneves a 10 de Fevereiro de 2007 às 23:42
...excumungado por votar SIM, obviamente...
Celestino Neves
De kavkaz a 11 de Fevereiro de 2007 às 20:16
SSSSSSSSSIIIIIIIIIIIIIIIMMMMMM !!!!!!!!!!!!!!


O SIM GANHOOOOOOOOOUUUUUUUUU !!!!!!

PARABÉNS PORTUGAL !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

VIVA PORTUGAL !!!!!!!!!!!!!!!
De cneves a 11 de Fevereiro de 2007 às 21:04
O SIM GANHOU!!!
GANHOU TAMBÉM a RAZÃO e a JUSTIÇA e sobretudo, GANHARAM as MÃES de TODOS OS HOMENS e mulheres que eram tratadas (em Portugal) como uma espécie de seres inferiores!
VIVA PORTUGAL!
VIVAM TODAS AS MULHERES!
VIVAM TODAS AS CRIANÇAS QUE TÊM O DIREITO A NASCER EM AMOR, A SEREM DESEJADAS E A DEIXAREM DE SER ORFÃS DE PAIS VIVOS!
Celestino Neves
De Anónimo a 11 de Fevereiro de 2007 às 21:45
A genealogia é fascinante e as pessoas tal como os países que desprezam o seu passado serão sempre seres incompletos.

Pena que o teor da maior parte dos comentários a este testemunho reflictam a insensibilidade e a ignorância que cada vez mais grassam neste Portugalzinho em que nos tornámos completamente desprovido de valores que não os materiais do TER, TER CADA VEZ MAIS ...

A vitória - NÂO VINCULATIVA - do SIM representa um autêntico RETROCESSO CIVILIZACIONAL do País. É pena ... foi para isto que serviram as "conquistas de abril "? são estes os "amanhãs que cantam" que nos prometeram?

Votante pela VIDA

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