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Quarta-feira, 14 de Fevereiro de 2007

Depois de amanhã

Escrevo aqui pela última vez em jeito de despedida. Vejo que apesar do "SIM" ganhar ainda são muitos os que não acreditam que seja a melhor solução global, aquela que permitirá diminuir o número de mortes e sequelas de aborto clandestino, e a médio e longo prazo diminuir significativamente o número total de abortos. Mas será assim só numa condição: a de trabalharmos mais e melhor na educação para a saúde de todos,e particularmente dos mais jovens, e tornarmos mais acessíveis os métodos de planeamento familiar. A nova lei servirá menos bem os ideias de muitos mas as leis devem servir os homens e as mulheres e não os ideias.

Como balanço tenho um muito pessoal: fiquei a conhecer muitas portuguesas e portugueses empenhados em fazer de Portugal um país melhor quer do lado do "não" quer do lado do "sim". E é preciso que continuem nessa luta pois o país precisa da contribuição de todos.

O que fazer agora? Todos podemos contribuír individualmente das formas seguintes:
-que cada pai e cada mãe se abram mais regularmente à comunicação com os seus próprios filhos em matéria de saúde reprodutiva;
- que os pais e as mães que precisem de ajuda para o fazer tenham onde solicitar essa ajuda;
- que os pais e as mães trabalhem "com" as escolas na promoção de actividades "formativas" nesta área
- que os cidadãos sejam mais exigentes com os políticos (estes últimos com tendência a preocuparem-se mais com a chegada ou a manutenção do poder político do que com as políticas de que precisamos);
- que os médicos, enfermeiras, parteiras e outros profissionais da saúde promovam de forma activa campanhas de sensibilização para a saúde e contracepção; que sejam mais atentos às necessidades das mulheres;

E para acabar só gostaria de juntar mais uma achega: tem-se falado muito de "aconselhamento" uma palavra que pode ter muitas interpretações diferentes. De acordo com a minha experiência o "aconselhamento" deverá ser feito pelo médico com recurso a outros
técnicos da saúde de acordo com a situação (psicólogos, assistentes sociais, conselheiros conjugais, etc.). Parem, esperem e olhem que a lei e a sua regulamentação estão quase a chegar...

Ana Lourenço
Suíça



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publicado por comunidade às 22:23

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8 comentários:
De Anónimo a 16 de Fevereiro de 2007 às 09:21
Não, infelizmente, não é verdade. O aconselhamento (seja de que tipo for) é coisa que, nas mãos do Governo socialista que temos, nunca irá acontecer:
«Não haverá naturalmente aconselhamentos obrigatórios», frisou o líder
parlamentar socialista, Alberto Martins, e «o período de reflexão
naturalmente será curto».

Pode ser que agora o povo perceba realmente o que eles queriam, mas já é
tarde para voltar atrás: só quem não quer ver é que não percebe que eles não
são contra o aborto, porque querem é promovê-lo e não têm nenhuma
consideração pela vida humana do feto, discriminando-o liminarmente e
promovendo a sua eliminação cruel, sem apelo nem agravo. Resta-me o consolo
de não ter pactuado com o meu voto com tamanha monstruosidade e de ainda
poder ajudar alguém a não embarcar nela.
De cneves a 16 de Fevereiro de 2007 às 11:56
Anónimo,
Você, como muitos outros portugueses, continua a ter uma concepção sobre "aconselhamento" muito peculiar... diria até que se aproxima de IMPOSIÇÃO!
Ainda não se deu conta, que aconselhamente PEDE-SE, BUSCA-SE e não se IMPÕE?
Esperemos todos sim, que ele esteja DISPONÍVEL quando a mulher o procurar porque precisa dele...
Porque eu também acho que alternativas à interrupção da gravidez, se existirem e se a mulher as considerar viáveis, devem ser privilegiadas...
Celestino Neves
De Anónimo a 20 de Fevereiro de 2007 às 15:01
PARA QUE SERVE PEDIR E BUSCAR UMA COISA QUE NÃO EXISTE, JÁ QUE ATÉ O ESTADO SE RECUSA A DÁ-LA??? OU ACHA QUE SÃO AS CLÍNICAS PRIVADAS, SEQUIOSAS DOS LUCROS QUE LHES VÃO DAR MILHARES DE ABORTOS, QUE VÃO ACONSELHAR AS MULHERES IMPARCIALMENTE SOBRE ESSA MATÉRIA?
A ÚNICA IMPOSIÇÃO QUE APARECE CLARA COMO ÁGUA NESTA QUESTÃO É A IMPOSIÇÃO DO ABORTO ÀS MULHERES!!! Elas não são livres de escolher coisa nenhuma, porque o Estado não lhes quer dar nenhuma alternativa viável ao aborto e sem alternativas não há escolha digna desse nome!
De ultrasilent a 16 de Fevereiro de 2007 às 13:25
Se o aborto só pode ser feito até às 10 semanas, obviamente o periodo de reflexão terá de ser curto...
De cneves a 16 de Fevereiro de 2007 às 12:01
Cara Dr.a Ana Lourenço,
Um ´"até logo" e meu reconhecimento pelo seu empenhamento e contribuições que nos trouxe a este espaço de debate...
Continuação de um bom trabalho e tudo de bom para si!
Celestino Neves
De luis v a 16 de Fevereiro de 2007 às 12:30
Ana Lourenço,

Obrigado pela sua participação, principalmente neste blog em que as dificuldades foram acrescidas devido ao tipo de apoiantes do "não" que o frequentam.

Teve uma intervenção muito rica no Prós e Contras e logo no segundo programa que tinha sido preparado especialmente para propagandear a proposta de última da hora do "não".

Os meus cumprimentos
De Um_Homem_das_Cidades a 18 de Fevereiro de 2007 às 03:59
O assunto está encerrado apesar da ferocidade dos defensores do «não». Com todas as dificuldades o mundo vai evoluindo. Este referendo foi uma vitória da civilização e uma tremenda derrota da igreja católica.
A maioria dos portugueses são pela discriminalização do aborto e o resultado ainda teria sido mais desnivelado se tivesse havido menos abstenção.
Daqui por uns anos vai parecer incrível como isto demorou tanto tempo em Portugal mas já se torna habitual o atraso em relação aos países mais evoluídos...
De Anónimo a 20 de Fevereiro de 2007 às 14:57
Pois é. Sempre a reboque dos outros, para o melhor e para o pior. Neste caso, indubitavelmente para o pior. Quando eles já dizem que o aborto aumentou imenso e está à vista que não resolveu os problemas sociais é que nós alinhamos atrás deles, caindo nos mesmos erros. Mas a História humana é mesmo assim e há gente que só aprende quando se vê totalmente enterrada na lama por vontade própria.

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