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Segunda-feira, 2 de Abril de 2007

Aborto

Parece que voltámos aos tempos em que filósofos gregos e depois
renascentistas apelam à filosofia do prazer. Mas é bom notar que este prazer
invocado como prioridade nas vidas humanas e como demonstração da liberdade
de escolha de cada um é um prazer efémero, que dura pouco. Todos sabem
quanto dura um orgasmo… e se desses poucos segundos de prazer nascem 9 meses
de uma vida gerada e dependente de ti, do teu útero, do teu organismo, do
teu ser??? Nessa altura deita-se as mãos à cabeça e suplica-se ao tempo para
voltar atrás! MAS ELE NÃO VOLTA!



Acho que é tempo de decidirmos com consciência e com responsabilidade. Se
todas as decisões da nossa vida fossem tomadas por impulso queria ver onde o
mundo já estava agora. Então porquê decidir por impulso em relação ao sexo?
Porquê não pensar antes de arriscar conceber uma VIDA por uns segundos de
prazer instantâneo? Fazemos tantos sacrifícios para conseguir o que
queremos, porque não esperar umas horas, uns dias para ter a certeza que
esses segundos de prazer não vão ter consequências graves e irresponsáveis?
A resposta desta sociedade de jovens que se dizem livres é: ACIDENTES
ACONTECEM! O poder que nos foi concedido de gerar uma vida transforma-se num
ACIDENTE… que grande qualificação que corresponde em tudo à Dignidade da
Pessoa Humana.



Antes de irem para as ruas pedir a defesa dos Direitos Humanos, pensem duas
vezes porque se calhar houve vezes em que não foram capazes de pensar um
pouco antes de mandar um queca e depois andaram aí aflitos com pílulas do
dia seguinte e com testes de gravidez. E isso é uma atitude totalmente
coerente com a defesa da Dignidade da Pessoa Humana, claro!!!



Deixem as mulheres fazerem o que querem com o seu corpo – é um dos
argumentos que mais ouvimos de quem defende a despenalização. Mas o aborto
não é uma escolha livre sobre o corpo da mulher. Uma mulher não escolhe
fazer um aborto porque se escolhe de uma forma livre e esclarecida então
está a cometer um homicídio. Se soubessem os requisitos para se ser
condenado por homicídio entenderiam o que estou a dizer. Uma mulher faz um
aborto porque não tem outra escolha, mas nunca é uma escolha livre porque é
uma mutilação a ela própria e à criança dentro dela. Ninguém escolhe
livremente fazer isso a si própria, a não ser que seja masoquista. Então
para quê correr esse risco? Por causa de uns poucos segundos de êxtase, um
orgasmo que Às vezes nem é assim tão bom como estavas à espera? O sexo é
tudo na vossa vida?? Parece! Se se dizem jovens livres não se deixem
escravizar pelo prazer, ainda por cima por um prazer efémero. Somos bem mais
do que isso, sabemos viver sem prazer, podemos esperar. Isso sim é ser
livre! Porque a liberdade não é fazer tudo o que nos apetece, mas é decidir
com consciência e responsabilidade.



Fazer um aborto não é um acto de liberdade, mas antes uma consequência
chocante de um acto leviano tantas vezes tomado por impulso e sem qualquer
ponderação de mandar a queca.



E não me venham cá com histórias de que a criança não é querida e vai viver
sem amor! Primeiro quem são vocês para decidir por ela: agora lamentamos mas
como não te queremos vais morrer! Segundo porque a grande maioria dos
abortos reais ou potenciais não acontecem no seio de relações sólidas ou de
namoros duradouros, não. Acontecem de "one night stand" ou de aventuras
amorosas com uma estrutura fraca e aí nessas relações (se é que se podem
chamar relações) um filho não dá jeito nenhum!!! Solução: matamo-lo! Pois
para mim a solução é bem mais fácil, menos dispendiosa e sobretudo não causa
à mulher a sentimento de carregar consigo para o resto da vida a consciência
do acto que praticou. Sabem qual é? Não mandem a queca (não me venham dizer
que é fazer amor porque numa "one night stand" não se faz amor, nem se sabe
onde ele está), porra, esperem para terem a certeza que estão protegidos,
que ela não está no ciclo fértil do mês, sei lá é tão fácil: BASTA PENSAR
ANTES DE AGIR! Afinal é isso que nos distingue dos animais.



Quanto à questão legal e jurídica sobre quem comete um aborto será tema para
uma próxima reflexão da minha parte, no entanto fica já esclarecido que
apoio a decisão de isenção de pena (que está prevista para outros casos) no
sentido de em vez de uma pena de prisão como está previsto actualmente seria
bem melhor termos a prestação de um serviço social integrado no contexto do
planeamento familiar, bem como a frequência de sessões de acompanhamento
psicológico e de integração social.



Não se esqueçam de ponderar os custos da Saúde Pública hoje em dia antes de
integrar o aborto na lista de espera dos hospitais com prioridade (por
razões óbvias de limite de tempo) sobre operações cardiovasculares ou de
outro tipo, vitais para a sobrevivência de tantos doentes. E quando pagarem
os vossos impostos lembrem-se que podem estar a contribuir para pagar
abortos em vez de medidas de intervenção em favor da vida.



Por tudo isto mudem de Filosofia os que são apologistas da Filosofia do
Prazer, ou pelo menos moderem-na e tornem-na mais consciente e responsável:
Basta pensar, é por isso que somos seres racionais.



Obrigado pela vossa atenção



Mulher
publicado por comunidade às 12:42

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