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Sexta-feira, 29 de Dezembro de 2006

O SIM, à despenalização do aborto!

Eu vou votar no SIM.

Não condeno as mulheres que o fazem. Condeno a falta de condições a que têm
de estar sujeitas.
Muitas vezes, ficam com marcas irreversíveis. Quer fisica quer
psicologicamente.
E estas marcas, já são em si mesmas uma condenação, mil vezes maior, que uma
condenação à cadeia.
Mas é uma decisão a que a mulher tem direito.

Não é por despenalizar o aborto, que o número de abortos vai disparar!
Já disparou à muito tempo. (só neste país é que ninguém quer ver...)
Os abortos continuam e irão sempre continuar, quer ganhe o Sim ou o Não.
Temos que ter consciência, de que isto não vai mudar.
E, se os abortos vão continuar, porque não oferecer às mulheres, as
condições necessárias para o fazerem? sem colocarem a vida delas em risco?
(sim, porque não é a sua vida que está em risco!) E as razões pela qual as
mulheres o fazem, só elas o sabem.

E por puro cinismo, o governo continua a penalizar as mulheres que fazem
abortos ... mas não existe Educação Sexual nas escolas (porquê, se o número
de adolescentes grávidas tem vindo a aumentar?) ... não existem campanhas
para uso do preservativo (suficientes), não há uma maior comparticipação das
pílulas para as tornar mais acessíveis ... e ainda porque não há
uma comunicação aberta entre pais e filhos... E vêm com a lenga-lenga da
penalização das mulheres?! Não vamos tapar o sol com a peneira!

Tudo isto, tem a ver com o tipo de educação transmitido de pais para filhos,
de geração em geração. Infelizmente em Portugal, a pequenez está exactamente
na mentalidade. E para além de pequenos, alguns são ainda hipócritas...
Não é por não falarmos nos problemas, que eles desaparecem!

E custa-me a aceitar, que numa sociedade do século XXI, ainda existam tantos
preconceitos, tanto cinismo, tanta vergonha e tantos Tabus.



Susana Nunes
publicado por comunidade às 15:10

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33 comentários:
De Maria João Carmona a 1 de Janeiro de 2007 às 21:21
A mim, custa-me é aceitar que, numa sociedade do século XXI (que, infelizmente, não é só a portuguesa) se cometa um tal retrocesso no respeito e na defesa de um direito fundamental, defendido à cabeça até por inúmeras Constituições, como é o direito à vida, tornando o aborto livre a pedido da mulher e pagando até por isso. À mulher quer-se dar a livre opção de correr ou não o risco de ter o filho; o filho que ela espera não tem nenhuma opção.
Noutros tempos, as grandes lutas originadoras de verdadeiros progressos para a humanidade foram sempre feitas na defesa dos valores fundamentais dos mais fracos: os escravos, as mulheres descriminadas, as vítimas de limpeza étnica; e os seus opositores argumentavam precisamente com as condições económicas de outros ou o facto de esses seres contra quem estes actuavam não serem verdadeiramente humanos.
Hoje andamos para trás e não para a frente, quando permitimos que se esqueça o direito à vida em favor da opção pelas condições de vida da mulher.
A pequenez está realmente na mentalidade. Mas na mentalidade de quem, ainda que por vezes com a melhor das intenções, não consegue ver o mais óbvio. A meu ver, a grandeza não está em despenalizar um crime como o aborto, mas em reconhecer que ele não é solução para ninguém, nem sequer para a mulher que o pratica, e em aplicar todos os meios ao nosso alcance para ajudar quem se encontra perante um tão grave dilema.
Nem todos os avanços da humanidade tiveram lugar por meio da constestação dos valores aceites até então. Até porque há valores que são perenes.
Defendo que nenhuma sociedade que se preze pode pactuar com o facto de se atentar contra uma vida humana: essa é que é a questão fundamental.
De luis v a 2 de Janeiro de 2007 às 05:02
O que há em comum nas patifarias de outros tempos que a Maria João refere é a ignorância, o preconceito, a intolerância e a vontade de dominação. Foram cometidas contra pessoas que existiam, pessoas concretas, em nome de ideais e princípios fundamentais que na altura se achavam correctos. Eu pergunto: quem é que no debate da IVG invoca crenças, princípios fundamentais e éticas transcendentais? Obviamente o lado do não.

Dum lado está a defesa de pessoas concretas, as mulheres, e a compreensão pelo seu sofrimento. Do outro a alusão a um princípio abstracto de defesa da vida de pessoas que não existem.

Do lado do não argumenta-se sobre os dinheiros públicos que vão ser gastos com a despenalização. Argumento muitas vezes usado no passado para se legitimar actos bárbaros.

No passado argumentava-se sobre as dificuldades económicas das pessoas que eram perseguidas. Dizia-se que era uma fatalidade. Que a sua condição de pobreza se devia à sua natureza. A Maria João quer comparar isto com o apoio que agora se pretende dar às mulheres com dificuldades, permitindo-lhes interromper a gravidez com cuidados de saúde adequados. Pura falácia. As ideias do passado (e do presente já agora) pretendiam retirar direitos às pessoas, a despenalização pretende dar.

Quer também fazer-nos crer que dizer-se que o feto não é uma pessoa é o mesmo que quando no passado se afirmava que os negros não eram pessoas ou as mulheres eram inferiores ao homem. O racismo e o sexismo e outras discriminações são isso mesmo: discriminações. São baseadas, como disse, na ignorância, no preconceito e na vontade de dominação dirigidas a grupos específicos de pessoas. Pessoas concretas, que existem. O feto não é uma pessoa, não sofre, por isso é que praticamente ninguém admite a IVG para lá das 24 semanas, porque é nessa altura que o feto passa a ter consciência. É a defesa de princípios abstractos e de pessoas que só existem em potência contra o direito reprodutivo de pessoas que existem, as mulheres.

Discriminação não é pensar que o feto até às 10 semanas não é uma pessoa. É evidente que não é. Discriminação é querer retirar às mulheres os seus direitos reprodutivos. Preconceito sexista é achar que uma célula tem mais direitos que uma mulher. Ignorância é achar que a vida humana só tem valor quando se alude a um dom transcendental quando temos tantas razões para valorizar a vida humana pelo que ela é. Vontade de dominação é querer impor aos outros as nossas crenças. Se há um lado que se pode comparar às intolerâncias do passado é o lado do não.

Veja-se o exemplo da igreja católica, a maior defensora do não. Em nome de princípios abstractos (e ao mesmo tempo lucrativos) levou a cabo as cruzadas, a inquisição, apoiou a escravatura e inúmeras ditaduras. Hoje em dia defende que os estados não deviam admitir o divórcio, espalha mentiras sobre o vírus da SIDA passar por "poros" nos preservativos, desdenha na contracepção e ataca minorias sexuais. É o exemplo acabado da hipocrisia de quem diz lutar pela vida mas invoca princípios absractos para limitar os direitos das pessoas reais e concretas.
De Anónimo a 2 de Janeiro de 2007 às 10:02
Pois é, voltamos sempre à questão fundamental: a de saber o que a mulher tem na barriga. É essa a base de toda a discussão sobre o aborto.
Cada um é livre de acreditar no que quiser, mas deve informar-se primeiro: quem queira informar-se seriamente e estar actualizado quando às mais recentes descobertas da ciência não pode deixar de reconhecer que é um ser humano que está na barriga da mulher desde a concepção. Não sou eu quem o diz, são os cientistas (sugiro a leitura de «Aborto – O ponto de vista da bioética», um livro muito esclarecedor a este respeito).
O feto não sofre? Não é uma pessoa? Então quando começa a sê-lo e porquê? Por um passe de mágica surgido do nada às 10, às 24 ou às 37 semanas? Como é que um ser que se diz não ser humano passa a sê-lo a dado momento e quem determina e como esse momento? Você? Eu?...
Quanto ao que a Igreja defende, há muito quem fale de cor, papagueando chavões, mas se abstenha de se informar devidamente. Uma coisa são os erros da Igreja, que ela própria tem vindo a reconhecer ao longo dos tempos (ao contrário de muita gente), outra os princípios perenes, como o do respeito pela vida humana, que a sua doutrina nunca deixou de defender (para uma melhor compreensão das posições da Igreja em matéria social na actualidade, leia-se o «Compêndio de Doutrina Social da Igreja», disponível até via Internet, no site da Conferência Episcopal Portuguesa). Quando a Igreja desaprova certos actos, é porque acredita que eles não conduzem à felicidade que o ser humano procura, mas não propõe o desprezo daqueles que os cometem e não deixa de respeitar a sua opção. Quanto aos «princípios abstractos», todos o são, mas nem por isso deixam de partir de séculos de reflexão sobre a realidade humana.
De Maria João Carmona a 2 de Janeiro de 2007 às 10:08
O comentário anterior é meu.
De luis v a 2 de Janeiro de 2007 às 13:14
Maria João Carmona: "O feto não sofre? Não é uma pessoa? Então quando começa a sê-lo e porquê?"

Em primeiro lugar o feto às 10 semanas não tem sistema nervoso central funcionante. Este só "acorda" para lá das 20 semanas. Portanto não sofre. É um dado que nenhum médico nem nenhum cientistas discorda.

Em segnudo lugar o feto às 10 semanas não tem nenhuma das características que usualmente se atribuem às pessoas: senciência, consciência, autonomia, racionalidade, capacidade para ter relações sociais. Portanto nunca poderia ser uma pessoa.

Portanto as suas dúvidas referem-se a momentos muito posteriores ao que está a ser discutido neste referendo.

Maria João Carmona: "Como é que um ser que se diz não ser humano passa a sê-lo a dado momento e quem determina e como esse momento?"

De uma vez por todas, o feto nunca deixa de ser humano. Ninguém do lado sim afirma o contrário. Porquê esta insistência neste argumento falacioso?

Temos dados mais que suficientes, científicos e filosóficos, para decidir a favor do sim. As únicas razões para se pensar em contrário é um desprezo pelo valor da mulher e, volto a dizê-lo, crenças religiosas.

Porque é que defende o direito à vida de células e embriões? Também a preocupam os espermatozóides e os óvulos? Afinal são todos formas de vida humana.
De Maria João Carmona a 2 de Janeiro de 2007 às 14:42
Claro que as células e outros componentes do nosso corpo são humanos, porque fazem parte de nós, que somos humanos, e não de outros seres que o não são. O que eles não constituem, de per si, é um ser humano, porque não contêm em si a essência plena de tudo aquilo que constitui um ser humano, ao contrário do feto. Tanto quanto sei, há uma mesma essência de um ser humano que é comum a todos os estádios do seu desenvolvimento, embora se vá revelando em formas cada vez mais evoluídas. Essa essência está contida na primeira célula resultante da fecundação e por isso em todas as subsequentes; aquilo que a mulher tem no ventre contém, em si mesmo, o código genético inteiro de um ser humano único e irrepetível. Quando se comete um aborto, pôe-se fim a uma vida humana e não a células humanas.
As qualidades que refere, relacionadas com as emoções e o pensamento, são sem dúvida especificamente humanas, mas antes de todas essas, existem outras, a um nível mais precoce e mais primário, se quiser, que contribuem para que essas venham a ser possíveis e por isso estamos perante um ser humano e não um cão, um gato, ou até um mero «aglomerado de células» a que precisemos de acrescentar algo essencialmente novo para se ter ali um ser humano. A única coisa que falta ao feto é desenvolver-se e adaptar-se ao meio das mais diversas formas, sendo também influenciado por ele, tal como acontece à criança depois do nascimento. Mas, a sua essência, o conjunto das suas características fundamentais e distintivas, que o distinguem de outros seres e permitem que outros estádios do seu desenvolvimento surjam mais tarde, acompanham-no desde o primeiro momento.
Creio que este argumento em que insisto nada tem de falacioso.
De luis v a 2 de Janeiro de 2007 às 16:04
E com isso reduz a vida humana ao seu genoma. Sabe que no passado também se pretendia fazer o mesmo em relação ao tamanho do crânio, ao tamanho do cérebro, ao QI, às cor da pele, etc. Pega-se arbitrariamente numa característica qualquer do ser em questão e eleva-se essa característica ao estatuto de critério decisor. É esta a formula para a discriminação.

Eu acho que não podemos ir por aí. O critério que escolhermos tem de ter em conta os interesses e desejos do ser (o feto até às 10 semanas não os tem) e tem de ser universal, ou seja, não pode valer para uns e não valer para outros (casos de violação, malformação grave, etc.).

"Creio que este argumento em que insisto nada tem de falacioso."

Tem razão, com esta reformulação deixou de ser uma falácia. Acho que há mais bases para discutirmos produtivamente.

A única essência que existe no feto antes dele ter consciência, senciência, etc. é o facto de ser humano. Somos animais no fim de contas. O que o feto tem é a potencialidade de vir a ser uma pessoa. Mas como tenho dito, o espermatozóide e o óvulo também podem ter essa expectativa e com a evolução das técnicas de fertilização in vitro a probabilidade de uns ou outros virem a ser pessoas esbate-se.
De luis v a 2 de Janeiro de 2007 às 13:49
"Quanto ao que a Igreja defende, há muito quem fale de cor, papagueando chavões, mas se abstenha de se informar devidamente."

E o que é que eu papagueei que não seja verdade? Pois é...

Os princípios da igreja, nomeadamente o suposto respeito pela vida humana, não significam nada. A igreja admite no seu catecismo e o papa JPII repete-o na sua encíclica Evangelium Vitae que a guerra e a pena de morte podem ser justificáveis.

Sabia que os bispos portugueses abençoaram e canonizaram a guerra colonial?

Na recente reunião de bispos nos estados-unidos não houve uma palavra sobre a guerra no Iraque. A agenda era sobre o aborto e a contracepção. Os bispos andam mais preocupados com o sexo e com a saúde reprodutiva das mulheres do que com a mortandade que lá se passa.

Diz que a igreja admite os seus erros mas nunca se ouviu nada sobre as conivências com as ditaduras de Franco em Espanha, Salazar em Portugal, Pinochet no Chile, Videla na Argentina e Somoza na Nicarágua.

Maria João Carmona: "Quando a Igreja desaprova certos actos, é porque acredita que eles não conduzem à felicidade que o ser humano procura, mas não propõe o desprezo daqueles que os cometem e não deixa de respeitar a sua opção."

Diga isso aos homossexuais que a igreja passa o tempo a chamar de doentes e sobrenaturais (não naturais).

O cardeal Alfonso Trujillo andou por aí a dizer que os preservativos deixavam passar a SIDA, o que foi logo condenado pela Organização Mundial de Saúde. O papa JPII andou por países extremamente pobres flagelados pela epidemia da SIDA a desaprovar o uso do preservativo. Em 1996 o Vaticano suspendeu a sua contribuição financeira para a UNICEF por ter distribuído preservativos às populações pobres de diversos países.

E vem você dizer que estas pessoas defendem a vida? Eu chamo a isto de crimes. E crimes contra pessoas que existem, pessoas reais e não pessoas em potência que não existem.

Quer falar dos casos de pedofilia e dos padres pedófilos que são acolhidos no vaticano e até recopensados com altos cargos na hierarquia? O nome Bernard Law diz-lhe alguma coisa?

Mas tem razão numa coisa. A igreja é só um exemplo da hipocrisia que grassa em muitos defensores do não. Enquanto não perceberem que a mulher é um ser digno e merecedor de tantos direitos como o homem irão cometer os mesmo erros em que incorreram ao longo da história. Já chega de considerar a mulher como uma mera parideira (um aquário?), uma mãe de família. Não, a mulher não precisa de ser mãe nem esposa para ter valor e para ser merecedora de respeito. Se o for porque assim o escolheu, óptimo, mas é muito mais do que isso.

Muitos defensores do não aceitam a IVG em caso de violação. Este facto mostra que para eles é a culpa da mulher que está em causa e não o direito à vida do feto.

Dizem-se defensores da vida mas a despenalização não vai tirar vidas a ninguém, nem sequer a fetos. A IVG já existe, esses fetos já morrem, por isso não se trata de defender a vida mas sim de culpabilizar a mulher.
De Anónimo a 2 de Janeiro de 2007 às 14:01
Se bem me lembro a Igreja Católica condenou a invasão do Iraque pelos EUA. Por acaso até fiquei bem surpreendido e lembro-me disso: o Doutor Francisco Louçã, aquando de uma manifestação em Lisboa, falou nisso. Não fosse o "comentário" tão "pouco comum", que não me tivesse ficado na cabeça.

De luis v a 2 de Janeiro de 2007 às 16:07
Sim, eu sei disso. Mas não deixa de ser revelador que neste momento em que se somam aos milhares as mortes de civís no Iraque a igreja católica só tenha tempo para falar de sexo e contracepção.

Quanto ao bloco de esquerda acho que tem demasiado receio de ofender os católicos para assumir o que pensa da igreja. Mas isso é com eles que eu sou completamente apolítico.
De Anónimo a 2 de Janeiro de 2007 às 21:07
O triste nisto tudo não é a Igreja Católica condenar ou não deixar de condenar... porque o que ela diz é dirigido aos Católicos e a quem estiver interessado em ouvir... A Igreja Católica não é um partido político, nem um Governo, é uma Igreja que só segue quem quer.

O triste é a ONU que é o que é, se encolher e deixar que os poderosos económicos oprimam os mais fracos e se enfeze pelas ameaças atómicas que já para aí graçam.O triste é a Comunidade Europeia se encolher também e não condenar a opressão. Tantos países juntos e sem VOZ POTENTE para falarem. Por que é que têm de ser o raio das Igrejas a falarem?
De Anónimo a 4 de Janeiro de 2007 às 14:41
Apolítico? Não quis antes dizer "apartidário"?

"Apolítico" - unidade linguística com origem no Grego:
- a - prefixo que indica privação,
- político - de "polis" - cidade (na concepção grega: lugar do cidadão).

Apolíticos são muitos dos portugueses que não se dão ao trabalho de saber o que está na lei, neste momento, em relação à IVG, que não sabem qual é a pergunta do referendo, que não ligam nenhuma a este e outros debates, que não vão votar.

A questão a referendo não deve ser, de modo algum, um tema apolítico, pelo contrário. Ela deve, sim, ser apartidária: ao contrário do que tem sido feito pelo CDS/PP, BE e PC.
De luis v a 4 de Janeiro de 2007 às 16:11
Quis dizer apolítico no sentido moderno de política que não me parece estar suficientemente descrita nessa definição. Para mim o referendo é um assunto antes de mais social porque tratam-se dos direitos das mulheres.
De Maria João Carmona a 2 de Janeiro de 2007 às 15:36
E daqui não saímos, porque parte de pressupostos bem diferentes dos meus, desde logo o de que não há uma vida humana no útero de uma mulher grávida, o de que a Igreja só faz coisas horríveis (omitindo até o aspecto fundamental de ela ser das únicas instituições que dão um apoio social digno desse nome a diversas pessoas em dificuldades) ou o de que não respeita a mulher (uma falácia de quem nunca terá lido, por exemplo, a encíclica «A Dignidade da Mulher»), para além de uma generalização ilegítima a toda a Igreja e a todos os crentes de erros cometidos pontualmente por alguns que nem por isso retiram mérito e legitimidade aos valores cristãos.
A Igreja «passa o tempo» à procura é dos melhores caminhos para a humanidade, condenando os actos que considera irem contra as necessidades do Homem com frontalidade e coragem, mas não deixando, por isso, de acolher as pessoas e as ajudar. Pode até tropeçar de vez em quando, porque é constituída por homens e mulheres que erram como todos os seres humanos, mas não creio ser no ataque sistemático e cego aos princípios que ela defende que os seus opositores conseguirão chegar a melhores opções.
Ao invés de «parideira», que é coisa tão limitada e triste para uma mulher ser como «abortadeira», defendo que todas as mulheres tenham a possibilidade de descobrir a maravilha que é uma maternidade devidamente apoiada e protegida.
E mais não direi, que creio já ter dito o suficiente e também preciso de trabalhar...
De luis v a 2 de Janeiro de 2007 às 16:16
Para mim é importante que os defensores do Não não passem por defensores da vida porque não o são na realidade. Por isso é que insisto no papel da igreja. Também é notório que a igreja tem um papel preponderante na luta contra a despenalização da IVG. A acrescentar que é a sua doutrina da santidade da vida que molda (de uma forma incoerente diga-se) as sociedades cristãs, parece-me que é fundamental discutir a igreja e o seu papel nisto tudo.

Na Carta Apostólica de João Paulo II, em 1988, sobre a dignidade e a vocação da mulher, Mulieris Dignitatem, este explica que Deus criou a mulher virgem para ser mãe e que a mulher só se realiza como virgem ou como esposa e mãe. Vai no sentido do que afirmei acima.

Houve muitas coisas que não falei, não foi só da obra social da igreja. Reconheço-lhe alguns méritos mas, sinceramente, é sobejamente conhecida e o que falta é que os católicos ponderem os aspectos menos conhecidos da actuação da igreja, particularmente em relação à sua suposta defesa da vida já que estamos a debater a IVG.
De luis v a 2 de Janeiro de 2007 às 16:25
Maria João Carmona: "porque parte de pressupostos bem diferentes dos meus, desde logo o de que não há uma vida humana no útero de uma mulher grávida,"

Nunca disse isso. Existe uma vida humana, ou uma forma de vida humana se preferir. O que digo é o feto até às 10 semanas não é uma pessoa. E já agora que os espermatozóides e os óvulos são vida humana (ou se preferir, uma forma de vida humana)
De cm a 4 de Janeiro de 2007 às 21:27
És cá um otário...Os teus pais deveriam era abortar-te aos dois meses que era para não estares a teclar estupidez.
Sabes lá o que é ter um filho? Comentários como o teu não têm validade nenhuma. Zero.
Tratas as coisas com uma ligeireza !!! Impressionante... És muito pouco desenvolvido nesta matéria. Já viste uma mulher abortar?! Até te arrepias!!! IMPOSTOS: para financiar abortos? Fazer do aborto um negócio? Clínicas espanholas a conquistarem mercado? E as miúdas vão dizer:" Papá vou fazer um aborto e já venho". O quê? É assim que acaba a clandestinidade? Achas? Não sabes que a maioria são jovens entre os 12 e os 20 anos que abortam? Já foste fazer um estudo, como fiz eu, sobre as consequências que em Inglaterra a Lei do aborto gerou? Gravíssimo1!!! Consulta na Net? Liberalizar é evoluir? E isso é contraceptivo? O problema está a montante e não a jusante amigo.
Po~em-se aí a praticar sexo louco quando, onde e sempre que se apetece, que se houver um problema a sociedade paga!!! A dos imigrantes também. Nós pagamos tudo. Se houver despenalização o que acontece? Acaba? OU aumenta o número de abortos? e muitas outras questões haveriam de se fazer. Eu cá sou contra porque sou racional-humanista. Não vejo a coisa pelo lado transcendente. Isto é um problema humano amigo, de humanidade, e passa a ser social e económico se for liberalizado até 10 semanas. Sabia que às seis semanas o coração já bate? Se não interromperes aquela gestação o que acontece? Nasce não é? e depois há uma vida em pleno, de uma identidade e uma maneira de ser, que se fosse seu contemporâneo poderia ser um amigo seu e ter uma vida como a sua. É preciso é que nós, que já temos uma vida, uma cultura enraizada, uma personalidade formada, uma identidade singular, que já pensamos, que já fomos educados, que sabemos distinguir entre o bem e o mal, os defenda não é?
Enfim...reflicta de outra maneira, porque os defensores do sim só alegam uma coisa: JUSTIÇA. Como se isso é apenas um problema de justiça.Só?
Eu cá sabia como resolvia o assunto, esta sociedade precisa de ser reeducada e muito, já abusam da liberdade que custou a muitos conquistar.
Um exemplo: Antes de 25 de Abril/74 lutava-se para votar ( homens, mulheres, etc.), hoje podem votar todos, mas, muitos não votam!!!! Só se houvesse outra ditadura ( não estou a defendê-la ) é que se calhar invocavam o direito de votar...
De luis v a 5 de Janeiro de 2007 às 14:22
"Os teus pais deveriam era abortar-te aos dois meses que era para não estares a teclar estupidez"

Típico do defensor do "não" sem argumentos.


"Já viste uma mulher abortar?! Até te arrepias!!!"

Até às 6 semanas basta tomar dois comprimidos.


"Fazer do aborto um negócio? "

Já existe um negócio. O que está a dizer é demagógico.


"Não sabes que a maioria são jovens entre os 12 e os 20 anos que abortam?"

Isto é absurdo. As suas informações estão erradas.


"É assim que acaba a clandestinidade?"

Contribui muito para a diminuir. É evidente.


"Eu cá sou contra porque sou racional-humanista."

Então porque é atribui valor ao feto até às 10 semanas? Porque é que para si uma célula pode se impor a uma mulher?


"Isto é um problema humano amigo, de humanidade,"

Pois é. É um problema das mulheres, porque são elas que engravidam e são elas que são estigmatizadas por isso.


Depois desta quantidade de inanidades fico a pensar que deve ter feito um estudo para a 4 classe.
De Patrícia a 10 de Janeiro de 2007 às 14:29
"Já viste uma mulher abortar?! Até te arrepias!!!"

Até às 6 semanas basta tomar dois comprimidos.

Assim até parece tudo tão bonito..bastam dois comprimidos!!!
Trata-te meu........todos deveriam ver era as imagens de fetos arrancados dos ventres das próprias mães.Isso sim arrepia...isso sim dá que pensar.

Não ao Aborto!!!!!!!!!!!!!!!!!1
De Patrícia a 10 de Janeiro de 2007 às 14:30
"Já viste uma mulher abortar?! Até te arrepias!!!"

Até às 6 semanas basta tomar dois comprimidos.

Assim até parece tudo tão bonito..bastam dois comprimidos!!!
Trata-te meu........todos deveriam ver era as imagens de fetos arrancados dos ventres das próprias mães.Isso sim arrepia...isso sim dá que pensar.

Não ao Aborto!!!!!!!!!!!!!!!!!1
De luis v a 5 de Janeiro de 2007 às 14:24
E mais uma coisa, antes do 25 de Abril votava-se. É mesmo de quem não sabe do que está a falar...
De Anónimo a 2 de Janeiro de 2007 às 14:05
Deixem um feto crescer e vão ver no que se torna.

Tudo o resto é blá, blá.

Chiça, dêem-me condições para ter filhos que os teria! Lá por estar esempregada e tudo o mais, a partir do momento em que engravide, só tenho de assumir as responsabilidades do meu acto; sim, que eu, mulher, sou dona do meu corpo e escolho com quem ter sexo. A partir daí, repito: assumo as minhas responsabilidades.
De luis v a 2 de Janeiro de 2007 às 16:19
Deixe os óvulos em contacto com espermatzóides e verá. O resto é blá, blá :)

Se tiver o azar de um método contraceptivo falhar não preferia, neste momento, tomar a pílula do dia seguinte a ter o filho?
De Anónimo a 2 de Janeiro de 2007 às 19:17
Não meu caro. Uso o preservativo e outros. Quem se arrisca a uma noite de sexo, sabe que pode arriscar-se a tudo: até a não ser 100% eficaz (eu precavenho-me bem!). Volto a repetir: assumo as minhas responsabilidades.
De Anónimo a 2 de Janeiro de 2007 às 19:20
Esqueci-me de dizer que:

no caso de engravidar, de continuar desempregada e, para ajudar à festa o "sim" ganhar, vou fazer um escabeche tal, que a TVI me há-de entrevistar, e não hão-de preferir os abortos ao meu/ou à minha filha. Denuncio tudo o que houver para denunciar.
De luis v a 3 de Janeiro de 2007 às 02:04
Não lhe digo para fazer de maneira diferente. O que gostaria é que achasse que outras mulheres pudessem usar uma pílula do dia seguinte se bem entendessem.

Não percebi essa história das denúncias
De Anónimo a 3 de Janeiro de 2007 às 10:44
Para abortar, certo?

Sim, denunciar: denunciar o quanto se paga para ir ao hospital (privado, pk no público nos deixam horas à espera de sermos atendidos), o qt se paga ter um filho (o estado dá um abonozito da tanga), denunciar que o estado prefere os abortos a quem tem filhos e ainda nos crivam de impostos que servem pa os pagar. assumam-se as responsabilidades - eu assumo as minhas e n gosto de ser tratada como inferior a quem aborta, e tudo pk assumo as minhas responsabilidades
De luis v a 3 de Janeiro de 2007 às 16:23
Sim para abortar. Para matar uma única célula.

Quanto às denúncias faça-as já. Se não concorda, toca a agir!
De Maria João Carmona a 4 de Janeiro de 2007 às 10:22
«Sim para abortar. Para matar uma única célula». Então quer dizer que até às 10 semanas só existe uma célula no útero da mulher?
De luis v a 4 de Janeiro de 2007 às 16:12
Estavamos a falar do zigoto.
De Anónimo a 4 de Janeiro de 2007 às 14:43
Estas denúncias são aquelas que os do não têm feito. e o governo continua com tampões nos ouvidos.
De Anónimo a 4 de Janeiro de 2007 às 14:45
pior do que isso: é o que se deixa nos livros de reclamações e depois enviam-nos uma carta para casa a chamarem-nos de estúpidos: o caso está a ser averiguado.
De LA a 9 de Janeiro de 2007 às 10:18
Uma questão apenas:
Porque é que as mulheres devem ter direito a não querer ter filhos e os homens não?
Porque não podem os homens dar o filho para adopção? (por outro qualquer homem ou mulher).
Nos dias em que tanto se fala de igualdade e depois dizem que é uma questão que apenas diz respeito às mulheres?

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.NÃO

-Reacção de Marques Mendes(SIC)

-Reacção de Ribeiro e Castro(SIC)

-Reacção de Movimentos pelo Não(SIC)

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