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Quarta-feira, 17 de Janeiro de 2007

NA DE MORTE EM PORTUGAL?

Em contra ciclo com o mundo civilizado (com excepção evidentemente, dos Estados Unidos da América...) parece que tem vindo a crescer em Portugal nos últimos tempos, o número de pessoas a defender a pena de morte(!)

Gente do PS, do PSD, do PCP, do CDS/PP, do BE, sem Partido, católicos e de outras confissões (e até sem confissão nenhuma).

 

(São os defensores do SIM, na visão apocalíptica dos defensores do NÃO...)

 

Na ânsia de levarem a água ao seu moinho (o dos defensores do NÃO...) tudo lhes serve - até as imagens choque que às vezes criticamos quando as vemos em spots publicitários nas televisões, a propósito de causas bem mais nobres...

Parece no entanto que as coisas se estão a complicar um pouco nos últimos dias para essa gente que, carente de um tecto seguro e estável, se procurou acolher desde o início sob o amplo abrigo proporcionado pela Hiererquia da Igreja Católica portuguesa:

Pelos vistos, o tecto não vai ser tão amplo como inicialmente previam, a ajuizar pela posição intelectualmente honesta do Cardeal Patriarca de Lisboa, que defendendo embora claramente o NÃO, optou por não der cobertura a radicalismos e aconselhou mesmo quem tivesse dúvidas a optar pela abstenção!

É obvio, que ninguém imaginará D. José Policarpo a aconselhar a abstenção perante a ameaça da instituição em Portugal da pena de morte!

Como ninguém acreditaria que se essa ameaça pesasse sobre os portugueses, o Papa teria aconselhado a Igreja portugesa a manter o assunto do Referendo fora das Missas!

E fê-lo - embora tenha sido desrespeitado em muitas igrejas...

Convenhamos senhores do NÃO, que pena de morte - de facto - é manter as coisas como estão, com os abortos clandestinos de que não há números, mas que toda a gente sabe que são elevados, com o risco de vida para as mulheres que os praticam e na maioria dos casos, quando sobrevivem, deixam sequelas tão graves, que mesmo querendo, já não podem voltar a ter filhos!

Em vez da vossa militância irracional contra a Despenalização do aborto, porque não optam por uma militância racional e efectiva contra as causas que lhe estão na origem?

Se assim fosse, poderíamos estar todos do mesmo lado e todos ficaríamos a ganhar com isso!

Celestino Neves (http://a-terra-como-limite.blogs.sapo.pt/)

publicado por Equipa SAPO às 11:51

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13 comentários:
De Movimento Cívico Por Mirandela a 17 de Janeiro de 2007 às 12:11
Passem pelo blog onde cidadania é a palavra de ordem.

WWW.PORMIRANDELA.BLOGS.SAPO.PT
De Anónimo a 17 de Janeiro de 2007 às 13:15
A opção não se deve fazer contra o aborto OU contra as causas que lhe estão na origem, mas sim CONTRA O ABORTO E CONTRA AS CAUSAS QUE LHE ESTÃO NA ORIGEM. É essa a principal diferença entre a proposta do «sim» e a proposta do «não».
Os defensores do «não» nunca defenderam que se deixasse de melhorar as condições de vida. Muito pelo contrário, porque até são eles os que estão em campo a ajudar as mulheres com as únicas instituições que actuam nessa área.
Quanto ao Papa, já chega de mentiras! Onde encontrou essa «recomendação» para não falar do aborto aqui ou ali? Acha que os bispos e padres portugueses eram capazes de se insurgir quase em bloco contra uma ordem do Papa? A Igreja também tem direito à sua opinião e a esclarecer as pessoas. Mas não é a Igreja que está aqui em causa!
De luis v a 17 de Janeiro de 2007 às 23:32
Então não foram os apoiantes do "não" que impediram a iniciativa de fazer educação sexual abrangente nas escolas?

E essas instituições não tratam dos problemas das grávidas mas sim de quem já teve os filhos. É que são coisas diferentes...
De luis v a 18 de Janeiro de 2007 às 00:24
Veja-se o que a igreja católica tem para dizer sobre educação sexual pela voz do representante da conferência episcopal:

http://www.youtube.com/watch?v=HLUL8qSGxpc

De notar as consequências do que este senhor diz. Para ele, não haveria possibilidade de abortar em casos de violação, doença ou malformação graves e perigo para a mãe, incluindo perigo de vida. Se ele diz que a vida é um valor absoluto, então nem uma criança de 12 anos violada pelo padrasto poderia abortar. Nem nos casos de anencefalia, em que o bebé morre nos primeitos meses de vida. É de uma crueldade tremenda.

O "não" tem destas coisas. É cego aos problemas das mulheres e/ou a todos os casos em que o feto não é perfeitinho e desejado.
De Morte a 17 de Janeiro de 2007 às 21:11
Critério para definir vida: ser que respira.
Definição de feto: cluster de células.
Prioridade: nenhuma mulher que aborte deve ser julgada nunca mais!
Conclusão: liberdade total para destruir o feto até aos 9 meses!
Vota Sim, junta-te ao Esquadrão da Morte.

cena do filme " Os abortados contra-atakam"
De kavkaz a 17 de Janeiro de 2007 às 21:37
Você faz a festa... deita os foguetes... e vai apanhar as caninhas !

Dá vontade rir as «graçolas» que diz. Mas são infantilidades do Não !
De Anónimo a 17 de Janeiro de 2007 às 22:22
Vê-se mesmo que és um desgraçado mação que confunde alhos com bugalhos. Então um arquitecto começa a construir a casa pelo telhado, com receio de que depois os alicerces não aguentem? Por outras palavras: Alguém obriga uma mulher a abortar? Ela não tem inteligência e capacidade para aceitar a gravidez e proteger o novo ser que já cresce no seu seio? Não tem, não! Quantas criaram bem maior número de filhos e em condições muito e volta lá para a barriga da tua mãe, pois pelos vistos saísta cá para fora por engano.

Pedro Rosa
De Anónimo a 17 de Janeiro de 2007 às 23:12
costumo passar por este blog, embora comente poucas vezes.

hoje resolvi comentar porque me agrada a perspectiva de Celestino Neves e a forma com aborda o tema, todavia não é o teor do seu artigo que me leva a escrever. faço-o em virtude duma conclusão a que cheguei e que gostaria de partilhar com a comunidade.

têm surgido inúmeros textos e comentários pró-sim e pró-não, e é interessante verificar os argumentos que cada pessoa utiliza para justificar a sua ideologia ou opção.

se existem argumentos que denotam e existência de mentes reflectidas e sensatas (sejam defensores do "sim" ou do "não"), outros demonstram um elevado nível de falta de sensibilidade e de respeito (sejam defensores do "sim" ou do "não").

ou seja, o resultado do referendo - seja ele qual for - depende directamente da boa ou da má formação moral de cada um dos eleitores.

a conclusão a que cheguei parece-me indicar um único caminho: o da educação.

a aposta deverá ser na educação de qualidade (mas atenção aos procedimentos para a atingir)

Rita Cardoso

De luis v a 17 de Janeiro de 2007 às 23:29
Rita Cardoso,

Eu concordo que a educação é essencial, mas não quero é que se fique à espera que haja educação para se resolverem os problemas. Temos agora uma boa oportunidade de dar um passo em frente para os resolver e também para irmos na direcção da educação, nomeadamente da educação sexual. Muitos dos defensores do "não", principalmente aqueles ligados à igreja ou mais implicados com ela é que têm lutado contra a evolução nesse sentido, boicotando as iniciativas que são apresentadas.
De abortomoralmenteresponsavel a 18 de Janeiro de 2007 às 00:13
Aborto Moralmente Responsável
Este espaço é para todos os cidadãos que encaram o aborto como realidade que deve ser moralmente responsabilizante e juridicamente despenalizada. No primeiro referendo votei NÃO mas, por circunstâncias diversas da vida, pelo desenvolver de uma nova visão do mundo que piso, entendi que, nesta nova oportunidade histórica devo alterar o meu sentido de voto, votando SIM. O meu sim, é o sim de um ser humano, casado, pai de um filho - um cidadão português meramente anónimo, que trabalha numa fábrica para ganhar o pão de cada dia. O meu SIM é o sim de um Católico de educação, defensor da esmagadora maioria dos preceitos da Doutrina Social da Igreja. O meu SIM, não se funda em qualquer visão ideológica ou partidária, nem em qualquer hesteria doentia e cega a valores. O meu SIM funda-se na concreta realidade de um país que se chama Portugal, onde não raras vezes alguns tomadores de decisões e fazedores da opinião pública tentam pintar/camuflar a realidade com exercícios de retórica. Estão entre estes, a maioria do Clero e movimentos «defensores da vida» mas cujas condutas mundanas de alguns, colidem com os seus pensamentos e doutrinas.

O que interessa realmente neste referendo não é saber se a vida humana começa no momento da concepção, ou noutro momento qualquer (anterior ou posterior); o que interessa é saber se o ser humano, neste particular a Mulher, tem o Direito Natural de poder optar em Liberdade pelo seu destino duma forma moralmente responsável. Não admito o direito de decidir de modo leviano e irreflectido mas sim, na consciência de uma responsabilidade ligada a Valores. Decidir por fazer um aborto nesta atitude consciente, idónea e moralmente responsável pode querer dizer, em muitos casos, evitar que nasçam seres humanos que vindo ao mundo não teriam condições sociais e humanas para serem felizes. Quero dizer que, a sociedade portuguesa actual, atravessando uma violenta crise transversal socio-económica e onde o Estado se demite das preocupações do bem estar social das pessoas - pedindo-lhe sacrifícios e nada lhe dando em troca - é razão de justiça que se faça justiça: não se deve lançar crianças ao mundo de forma indesejada. Esse não-desejo não resulta de nenhum prazer - temos testemunhos da dor que provocou tais decisões no coração de muitas mulheres - é apenas a atitude mais consciente para quem, muitas vezes mal tem dinheiro para comprar meia dúzia de pães para matar a fome. Aqui, tem responsabilidade também, todos os que deveriam no âmbito do serviço nacional de saúde ter uma actividade com resultados práticos positivos. O planeamento familiar, é uma coisa muito linda, que funciona quando funciona, porque em Portugal os exemplos de rigor, eficácia, trabalho dedicado e responsável são uma miragem quase.

Assim, quero lutar contra todas as tentativas hipócritas de dissimular uma realidade que urge tratar com urgência. A todos os falsos moralistas e outros falsos que dizem uma coisa e apregoam outra, quero deixar a minha mais profunda indignação. Não vale a pena pertencer e ser defensor de uma ideologia que chama criminosas ás mulheres que fazem um aborto quando, ao abrigo dessas mesmas ideologias e outras já se lançaram para a fogueira muitos seres humanos.
De cneves a 18 de Janeiro de 2007 às 01:19
Caro amigo,
Só tenho que agradecer o comentário que fez ao meu post.
É óbvio que o que diz tem toda a razão de ser, mas a Lei tinha que balizar o intervalo para a mulher puder decidir.
Desde logo, por ter em conta o que sobre o assunto a ciência recomenda e depois, para que nesse espaço de tempo, a mulher possa ponderar todas as saídas possíveis e lançar mão de todas as ajudas que consiga! PORQUE AO CONTRÁRIO DO QUE DIZEM OS QUE QUEREM QUE FIQUE TUDO NA MESMA, não é uma decisão fácil para ela...
E já agora, pela enésima vez pergunto:
Se esta questão é de vida ou de morte para os defensores do NÃO - onde há muita gente de boa fé - porque foi tão "ensurdecedor" o silêncio deles, desde ó último Referendo, até há poucos dias atrás?
Já agora faço-lhes um apêlo se querem continuar a merecer o crédito que lhes damos de que estão de boa fé: "convençam" alguns provocadores que vivem colados à vossa sombra e que só vos describilizam. Temos tido neste blog alguns exemplos ilustrativos do que digo...
Celestino Neves
De Anónimo a 18 de Janeiro de 2007 às 14:02
São de defensores do «não» todas as instituições que neste país apoiam a sério as mulheres grávidas em dificuldade. Não vejo silêncio e resignação no período que se seguiu ao primeiro referendo senão da parte do «sim» e do Estado. Quem quer que tudo fique na mesma é um Estado que prefere continuar a propor a morte dos que estão para nascer e alargar sempre mais as situações previstas na lei para que isso aconteça, em vez de investir em melhores condições de vida para todos. E nessa atitude estão todos os que tencionam votar «sim».
De luis v a 19 de Janeiro de 2007 às 02:03
Acha mesmo que é possível apoiar grávidas que querem interromper a sua gravidez numa situação de clandestinidade? Isso só é possível com a despenalização.

Para mais, a idoneidade dessas instituições não me inspiram confiança nenhuma. Se tiverem o modus operandi dos apoiantes do "não" então receio muito pelo que possam fazer.

Veja-se o exemplo da idoneidade deste apoiante do "não". Apresenta-nos a despenalização como significando que vai ficar tudo na mesma, mas ficar na mesma como quando? Como até este momento em que existe a proibição que ele defende. Ou seja, acusa-nos do seu próprio falhanço. Eu acho que está mais que na altura de acabar com o domínio desta gente.

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