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Sexta-feira, 26 de Janeiro de 2007

Pela vida?

Mais um tópico.
3. Adorei a hipocrisia hoje, no noticiário, das declarações do 1º Ministro,
do Luís Fazenda (BE), do líder do PCP e de mais alguns notáveis, por ocasião
de um concerto a favor da doação de células da medula.
Todos enalteceram a promoção da vida, a consciência cívica, a solidariedade
e o respeito pela pessoa. Se retirássemos as declarações do contexto,
identificávamo-los a todos como activistas do Não!
Como é possível tanta dualidade de conceitos?
A estes mesmos, vimo-los todos revoltados pela execução do Sadam! Porque é
que a vida de um bébé com até 10 semanas de concepção vale menos do que a
vida, por exemplo, do Sadam Hussein?
E não pensem que advogo a pena de morte! a questão é que ou somos
civilizados e defendemos todas as vidas humanas - dos criminosos, dos
doentes terminais, dos inocentes no útero das mães, dos deficientes, dos
brancos, dos negros, dos judeus, dos ciganos - ou rejeitamos de vez tal
noção, e aí voltamos à barbárie, começando por legalizar o aborto,
seguindo-se a eutanásia, depois a pena de morte, depois a eliminação
profilática de deficientes à nascença, e por aí fora, pois tudo é uma
questão de grau e o que interessa é a "qualidade de vida". Vamos por aí? SIM
ou NÃO?

Autora de "Tópicos..."
publicado por comunidade às 16:45

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...

A TERRA COMO LIMITE

Numa altura em que o debate sobre as questões relacionadas com a Interrupção Voluntária da Gravidez, cresce de tom - facto a que não será totalmente alheia a divulgação de algumas sondagens sobre os possíveis resultados do Referendo do dia 11 - ganharíamos todos (o lado do SIM e o do NÃO) se respirássemos mais pausadamente e contássemos até 10 antes de debitarmos as nossas doutas opiniões sobre os temas em discussão.

Como dizia o Cardeal Patriarca de Lisboa D.José Policarpo, na "Grande Entrevista" transmitida ontem no Canal 1 da RTP, (numa lúcida abordagem, digo eu) NADA está decidido antecipadamente e em cada dia, há novos dados que alimentam esta dúvida - para os dois lados...

Esta constatação deveria constituir motivo mais que suficiente para nos auto impormos o máximo de contenção verbal e nos deixarmos TODOS, de andar para aí a dar tiros nos próprios pés...

O SIM, que não pode deixar de ter em conta que a Despenalização, quer queiramos quer não, mexe com sentimentos de religiosidade profundamente arreigados, de uma grande parte das pessoas e que por isso mesmo, merece uma abordagem esclarecedora (mas também respeitadora desses sentimentos...) partindo de um princípio inquestionável de que a esmagadora maioria dos defensores do NÃO, está de boa fé!

De igual modo, o lado do NÃO terá que interiorizar que uma parte grande dos apoiantes do SIM, não concorda com a vulgarização do aborto nem o considera como uma conquista (no sentido mais usado do termo) para a mulher. Antes o admite como o mal menor, num contexto de dificuldades consideradas por esta, inultrapassáveis num determinado momento da sua vida...

(O SIM não impõe uma opção - essa deve ser da mulher - e por isso mesmo, rejeita qualquer penalização face à opção tomada...)

O NÃO, tem todo o direito de defender aqueles que diz serem os princípios da Moral Católica, mas não pode deixar de ter em conta, que esta questão não é uma questão religiosa!

Aliás, se o fosse, era a própria Lei actual que também estaria em causa ao admitir motivos justificativos para o aborto - casos de violação e saúde psíquica da mãe, por exemplo... - onde também seria lógico defender a prossecução da gravidez (ainda que depois, a criança viesse a ser encaminhada para adopção...)

O lado do NÃO, também teria algo a ganhar (e ainda bem que não o tem feito, digo eu...) se deixasse de ameaçar com o fogo do inferno, com a excomunhão e coisas do género, que terão seguramente sobre as pessoas, um efeito contrário ao pretendido...

Por último, e no campo das alternativas que o NÃO diz existirem para as mulheres, elas serão sempre bem vindas - eu pessoalmente, ficarei profundamente satisfeito, sempre que uma mulher concreta, que pense interromper a gravidez, deixe de o fazer, porque alguém lhe apresentou uma ajuda concreta para a situação que enfrenta...

Mas por favor, não convençam nenhuma mulher nesse sentido, apenas com promessas e sobretudo, não prometam o Céu (que nunca lhe poderão dar)...

O ideal seria que tivessem sempre a terra como limite - só assim a promessa poderá deixar de ser apenas isso, para passar a ser uma realidade!

Celestino Neves
publicado por comunidade às 16:45

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Fazer aos outros o que gostaríamos que nos fosse feito.

Aborto provocado ou IVG.
A discussão começou, mas, por estranho que pareça, mesmo os que nos dizemos seguidores de uma filosofia (religião) que tem como base que a vida física ou material se suporta numa base mais elevada ou seja o espírito imortal, continuamos a manter a discussão num nível materialista.
Continuamos a discutir se às 10 semanas há ou não vida, quando a própria ciência reconhece que, mesmo em termos materiais, uma nova vida começa com a fecundação do óvulo.
E em termos espirituais, quando começa a vida do Ser que vai possuir aquele corpo?...
Como explicamos o facto de cada um de nós nascer num grau de evolução diferente de todos os outros?...
Como explicamos as diferentes tendências com que nascem irmãos a quem os mesmos pais dão a mesma educação, os mesmos princípios?...
Como explicamos o facto de pessoas aos três anos demonstrarem capacidades para a música e outras artes que os seus irmãos e mesmo os seus pais não conseguem adquirir durante toda uma vida?...
Como explicamos que crianças nasçam com deficiência física ou mental se até acreditamos que existe um único Deus infinitamente justo e bom que naturalmente tratará todas as criaturas de igual forma segundo leis imutáveis?...
Jesus disse << A cada um, segundo as suas obras! >> Então, partindo do princípio de que isto é verdadeiro e para mim é, aí está a justiça Divina!
Então, cada um recebe em função daquilo que semeou no passado. Cada um tem o que merece.
Então, cada um é diferente porque tem uma história diferente. Cada um é o fruto do seu passado e será no futuro o fruto do passado com as correcções que conseguir introduzir no presente.
Então, nasce-se diferente porque se tem uma história diferente.
O Ser humano não nasce do zero. Seria um salto que a natureza não comporta.
Logo, o Espírito que encarna num corpo humano tem já uma história de milénios, em sucessivas encarnações, que justificam o seu nível evolutivo.
Concluindo: quem provoca um aborto, tira a um Ser igual a nós a oportunidade de, através de uma nova existência na matéria, continuar o seu processo de evolução sob a bênção do esquecimento do passado, convivendo com os seus credores e devedores, saldando dívidas que lhe permitiriam uma maior libertação no futuro.
Quem de nós gostaria que lhe fosse negada essa oportunidade?
publicado por comunidade às 12:37

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PORQUE NÃO??

Imagino que é chover no molhado, tentando fazer ver que é um crime o aborto. Eu antes também pensava que não era, mas quando vi que estava errada, dedidi tentar informar o mais possível. A maioria das mulheres fica com problemas graves depois de ter abortado, principalmente quando por motivos egoístas. Muitas até são levadas ao suicídio! Já para não falar em doenças, inexplicáveis, para os médicos. Eu explico: Quando chega a altura ddo Ser renascer, aproxima-se da futura mãe e fica junto dela. Quando há a união do óvulo com o espermatozoide, forma-se imediatamente o início da vida para aquele Ser, que sente tudo o que acontece no seu corpinho em formação. Cheio de esperança, vai aguardando o término da gravidez, à medida que vai esquecendo a sua vida anterior, para estar pronto para a nova vida que vai começar, para um novo aprendizado. E imaginem o que acontece quando esse sonho é interrompido: pum!! Vai tudo por água abaixo, ele sofre tudo o que é feito no seu corpinho, e os seus projectos são todos cancelados! Uma espera, por vezes de séculos, para reencarnar, é frustrada, por egoísmo, fraqueza, ignorância, das mães (e dos pais)! É por isso que é necessário que as mães vejam a sua gravidez como um acto de colaboração com Deus na criação, e não um acidente de percurso. Ninguém nasce por acaso!! Já viram quantas crianças foram mais tarde o amparo de mães prostitutas?? E não só, noutras situações, por exemplo mães solteiras, doentes. etc... Se quiserem saber mais sobre o assunto (Reencarnação) estudem, para entender, antes de rir e condenar. Porque isso é sinal de ignorância. Só não quer saber quem for burro!! HAJA DEUS!!
publicado por comunidade às 10:46

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Para quê um novo Referendo?

Será que o nosso País está assim tão bem de finanças para gastar dinheiro
em mais um referendo inutil?
Este referendo já foi efectuado, lembram-se do resultado? NÃO
Respeitem de uma vez a vontade dos portuguêses em vez da vontade dos politicos.
Todos nós sabemos que se o NÃO ganhar novamente, vai haver forças politicas
que daqui a meia-dúzia de anos vão querer novo referendo e não passamos
disto.
Aquilo que mais confusão me mete a mim e penso eu á maioria dos portugueses é
que os partidos politicos que são a favor do SIM são os mesmos que são por
exemplo contra a pena de morte. Contradições, não acham?

Pedro Gomes
publicado por comunidade às 09:36

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Eu vou votar NÃO .....

Não posso votar Sim quando as regras á partida dizem que a decisão de acabar
com uma vida que foi gerada a dois depende agora da opinião de um.
Não abdico do meu direito de proteger o meu filho, nem passo procurações a
ninguem para falar por mim.

Aos Pais de Portugal apelo para que não capitulem.Isto não é simples
trata-se de ficarem sem opinião e de verem os (tambem) vossos filho serem
mortos por decisão unilateral da mãe.

Cumprimentos
publicado por comunidade às 09:12

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Aborto

O que está em causa não é o aborto mas a criminilização das mulheres que o fazem.
A mulher que o faz já se encontra suficientemente castigada no sub-consciente não é necessário falsos moralistas endeusados castigarem-na mais.
Não ao aborto e Sim à despenalização da mulher.
AJ
publicado por comunidade às 08:57

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Quinta-feira, 25 de Janeiro de 2007

Referendo do aborto

Gostava que os que vão votar SIM no referendo do aborto fossem capazes de pensar nalgumas questões. Os argumentos que os vejo defenderem são sempre os mesmos-repetem as mesmas frases vezes sem conta:


-Queremos acabar com a humilhação que as mulheres sofrem quando  são perseguidas pela policia por terem feito aborto!!A Policia nem os bandidos que nos assaltam perseguem, muito menos têm estruturas para perseguir as mulheres na casa das parteiras..só se houver alguma denúncia.Não há nem uma mulher presa por ter feito aborto, elas fazem-no e continuarão a fazê-lo. As mulheres são humilhadas sim quando perdem o emprego, quando são marginalizadas em questões laborais , quando têm de esconder uma gravidez com receio de perder o emprego...isso sim é que é verdade.É um falso argumento portanto


-Qual o problema de acabar com a vida do feto com 10 ou menos semanas se ele é sómente constituido por um grupo de células ainda mal definidas..dizem os apoiantes do SIM!!Por ecografia todos sabem mas não querem assumir que as 10 semanas o feto tem o sisterma vascular já formado, tem braços e pernas já constituidos embora ainda em fase de desenvolvimento.Nessa altura da gestação foram feitos filmes em que se vê claramente que o feto foge dos instrumentos de curetagem( vulgo raspagem) e foge porque sente que está a ser agredido. Porque não querem os apoiantes do SIM ver a verdade?


-Porque desplutonizam os apoiantes do SIM o valor da vida humana mas protegem os direitos dos  outros animais? Porque tratam a vida humana como se fosse um penso higiénico?Não presta, deita-se fora!!!


-Porque continuam a defender o mesmo filme: vamos deixar nascer crianças que são indesejadas e que vão sofrer fome, frio e miséria? Quem pode afirmar que uma criança indesejada não vai ser um adulto feliz?Quem sabe se o nascimento de uma criança não vai mudar radicalmente a vida dos pais para melhor?Vi jovens mães toxicodependentes que se drogaram durante toda a gravidez com as consequencias nefastas para o bébé mas que quando  recebem o filho nos braços ficam tão sensibilizadas que modificam todo o seu comportamento como se tivesse acontecido um milagre. O milagre da Vida que é dos momentos mais belos que uma mãe e um pai consciente sentem.


Podia enumerar muito mais questões mas só gostava de dizer aos apoiantes do SIM que ter um filho é um acontecimento mágico e que para o ter não é preciso ter uma conta  bancária choruda, um andar de 5 assoalhadas, um plasma, um Audi, ou já ter feito uma viagem as caraibas..para ter um filho só é preciso saber AMAR E hoje as pessoas amam pouco ou não sabem amar, porque o egocentrimo é a caracteristica mais importante do seu caracter. Deixem de olhar só para o umbigo e aprendam a amar , serão todos mais felizes se o souberem fazer.


pelo DIREITO À VIDA voto NÃO


Maria Francisca



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publicado por comunidade às 18:42

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tópicos contra o aborto legal

1. Nãos, por favor, mostrem em grandes autedores e na televisão, como é um
bébé de 7, 8, 9 ou 10 semanas de gestação!
Uma ou mais imagens valem mais do que o imenso paleio que já ouvimos e o
ainda maior que se avizinha!
Mostremos às crianças e adolescentes de hoje o que é que está em causa no
dia 11, pois se o sim ganhar eles poderão voltar atrás quando for a sua vez
de votar e fazer leis.
Se grande parte das pessoas não são sensíveis às noções de embrião, feto,
vida intra-uterina, resumindo tudo a uma amálgama confusa de tecidos e
sangue que não se distingue do corpo da mãe, mostremos-lhes em filme, em
fotografia, em ecografia, o pequeno bébé, que as maravilhas da tecnologia e
da medicina já nos permitem espreitar, tratar e amar.



2. Homens, onde estão? Pais, presentes e futuros, maridos, namorados,
companheiros, não se fazem ouvir?
O filho não é vosso também?
Onde está a paternidade consciente, o direito a constituir família?
Não devem ter uma voz quando se trata de destruir a vida a que deram início?
Permitem assim que seja só a mulher a decidir?
Não é o direito á igualdade entre os cônjuges, quando não entre os sexos,
que também está a ser atropelado quando apenas a mulher pode escolher?
publicado por comunidade às 18:26

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Quarta-feira, 24 de Janeiro de 2007

contra a mentira marchar!

A legislação portuguesa permite o aborto no caso de violação, até às 16 semanas. Se não sabe informe-se. O que parece haver é uma grande ignorância da lei. E o desconhecimento da lei não aproveita a ninguém. é um aforismo antigo. Mas aproveita àqueles que querem liberalizar o aborto, como se descartar-se de um filho seja o mesmo que descartar um penso higiénico. Aproveita àqueles para quem a mulher é objecto: objecto de prazer e que pretendem desresponsbilizar-se das consequências do seu acto, obrigando-a depois a abortar, se por azar ficar grávida. Aproveita aos que querem instalar clínicas abortivas apesar de a lei já sr suficientemente ampla.
DIVULGUEM A LEI e não finjam que a lei não permite nunca em caso algum. Permite por violação, permite atá às 24 semanas por deficiência do feto; permite até às 12 semanas por risco de saúde do feto (que o é a partir das 8 semanas), risco de saúde física ou psíquica da mulher, risco de vida. Só não permite porque... sim! porque apetece! Sejamos crecidinhos! Tenhamos carácter! Não sejamos piores que os animais que protejem as suas crias!
Ana Rosa
publicado por comunidade às 21:39

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Não! Absolutamente não!

NÃO! ABSOLUTAMENTE NÃO!

Sou contra a penalização da mulher, isto é, ser presa ou julgada públicamente, quando ela precisa de compreensão. Na minha prática profissional já escutei muitos desabafos de mulheres que o fizeram... Por despenalizar, não quer dizer que deixe de ser crime matar... Há aí muito boa gente que se as mães tivessem abortado não nos prestariam o bem e bom serviço que nos estão a prestar...
A nossa lei é suficiente e equilibrada. Se não a utilizam e recorrem ao aborto clandestino é porque não são devidamente informadas. Na alínea «perigo para a saúde psíquica da mulher» cabe tudo, porque esta saúde psíquica é subjectiva; não há análise, radiografia, ressonância magnética que o comprove. Só o diálogo com o médico que, naturalmente, não vai pôr em dúvida o que a grávida diz sentir interiormente do ponto de vista psicológico.
O que se pretende é liberalizar a DVG (DESTRUIÇÃO VOLUNTÁRIA DA GRAVIDEZ), porque quando interrompemos alguma coisa, podemos retomá-la daí a algum tempo. Ora interromper a gravidez não permite retomá-la daí a uma hora. Porque razão havemos de provocar sofrimento num ser vivo se podemos evitar que ele se forme ? E hipocritamente, andamos a proteger as crias dos animais selvagens, os peixes, etc. Qualquer dia temos de por o ser humano na categoria de «espécie protegida» e «em vias de extinção» pelo menos por cá.
Facilitem a contracepção! Expliquem todo o mecanismo da concepção para que responsavelmente cada um possa decidir se concebe ou não, se arrisca a conceber ou se se proteje. E é muito mais barata!...
E se se concede esse «direito» à mulher, não se está a dar-lhe um presente envenenado ? Se o companheiro não quiser assumir a sua responsabilidade na «feitura» daquele ser, chantageia a mulher obrigando-a a abortar ainda que ela não queira. Se o patrão descobrir que a jovem funcionária está grávida (e muito feliz por isso) pode obrigá-la a abortar pondo em confronto dois direitos dela: o emprego e o filho, e obrigando-a a optar: Ou aborta ou perde o emprego...
E os homens que palavra têm nesta decisão ? Podem estar muito satisfeitos com a ideia de que vem aí um descendente. Mas fazem algo que desagrada à mulher e ela, sabendo quanto o magoa a perda deste filho, vai mesmo abortar para o fazer sofrer...
É muito complicado. Um aborto é sempre uma agressão física à mulher. É hipócrita quem lhe esconde isso. Mesmo feito com toda a assépcia pode resultar mal porque é sempre a inversão abrupta de um programa normal que estava desencadeado. E se até uma máquina se ressente se é interrompido o programa em execução, quanto mais a «máquina» ultra-sensível que é o aparelho reprodutor feminino! Além disso quantas cicatrizes não ficam após o aborto. Sei de um caso em que houve aborto espontâneo e o marido (da área da saúde) levou imediatamente a esposa a um hospital público muito conceituado (não importa a cidade, mas é uma grande cidade) e quem fez a necessária raspagem para fazer a limpeza de qualquer resíduo, fê-lo tão bem que esta jovem não pode mais pensar em ter filhos porque os cortes feitos no útero foram tantos que as cicatrizes fizeram com que o útero perdesse a necessária elasticidade. Não foi propositado. Foi espontâneo. Era a primeira gravidez e a jovem ficou inutilizada. E traumatizada. Agora pensam quando estiver recomposta psiquicamente da mutilação que lhe provocaram, candidatarem-se a uma adopção.
Não é por haver uma lei facilitista que o mal desaparece. Não vamos despenalizar o roubo para não haver roubos!
M.A.Silva

P.S. - Por favor, sejam leais, verdadeiros, não usem subterfúgios para levarfem o eleitorado para onde querem. Tenham a coragem da VERDADE. Só a verdade faz os homens livres; de outra forma é manipulá-los. Para isso chegou, segundo as vossas teorias, os 40 anos de obscurantismo. Por favor não se aproveitem do obscurantismo ou não o cultivem no que vos dá jeito para satisfazerem os vossos desígnios ocultos.
publicado por comunidade às 21:31

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Os mitos do não

Eu votei não em 1998 enganado pelos falsos argumentos do não.
Agora em 2007 mais experiente e consciente de todos os factos voto no sim. Não me deixo enganar outra vez.
Deixo em baixo uma lista dos mitos do não:
Primeiro mito do não.
A legalização do aborto via fazer, com que as mulheres portuguesas, usem o aborto como método contraceptivo, existem outros meios contraceptivos.
Este é, sem duvida um dos argumento mais fortes do não, é um dos meus medos, com a vitória do sim.
Mas por causa de uma franja da população, que é descuidada, os outros têm que pagar?
Além disso não existe nenhum meio contraceptivo 100% fiável.
O preservativo pode romper, a pílula pode não fazer efeito devido a n factores.
E sou uma pessoas informada, tenho o máximo de cuidado, e nunca tenho uma relação sexual sem usar um método contraceptivo, e mesmo assim já apanhei 2 sustos, felizmente só sustos, mas que não deixam de me fazer pensar que apesar de todo o cuidado, um azar pode acontecer.
Conheço muito bem algumas pessoas que engravidaram, devido a preservativos se romperem, ou a pílula não fazer efeito. Infelizmente tiveram que recorrer ao aborto ilegal, e felizmente num dos casos não ouve problemas de maior, no outro a rapariga ficou com grandes possibilidades de nunca mais conseguir engravidar.
Este facto leva-me ao segundo mito.
As mulheres que fazem abortos ficam com problemas psicológicos.
Pode acontecer é verdade, mas se legalizarmos o aborto podemos despistar esses casos antes do aborto. Ninguém faz um aborto de ânimos leve. É uma decisão pensada, e mais que pensada. Nos casos que conheço nenhuma das mulheres (adolescentes na escola, quando o fizeram), teve problemas psicológicos, tudo depende das convicções das pessoas, há que não veja um feto com 10 semanas como uma vida
E este argumento leva-me ao terceiro mito.
O abortar um feto com 10 semanas, e estar a abortar uma vida, é um assassinato.
Um feto com 10 semanas na minha opinião é um conjunto de células que se dividiram, na minha opinião não é uma vida, é tão vida como um espermatozóide e um óvulo que podem geram uma criança. Mas não é uma criança. Eu respeito quem têm uma opinião diferente. Mas devem as pessoas que têm convicções diferentes obrigar as outras, a acreditar no que elas acreditam? Eu não obrigo ninguém a abortar. Mas quem acredita que é uma vida não deve obrigar os outros a ter a mesma opinião. Normalmente este é um argumento religioso, principalmente da igreja católica. Os mesmos que acreditam que um espermatozóide é uma vida, e condenam que se masturba, e que usa o preservativo e a pílula. É por isso que vamos condenar quem toma a pílula, quem usa o preservativo ou se quem masturba? (Não estou a ser irónico neste aspecto, esta é a posição oficial da igreja católica).
Quarto mito.
Gastar o dinheiro dos nossos impostos em abortos.
O que se pergunta no referendo, não é se o aborto deve ser comparticipado ou não. É se a pessoa que o faz, é condenada à prisão ou não. Esta é a pergunta, ninguém disse como ia ser pago. Se o aborto não for comparticipado, os abortos passam a ser uma receita para o estado, ou por ser feito em hospitais públicos, ou pelos impostos que as clínicas privadas têm de pagar.
Não nos atirem pó para a vista, os argumentos do não parecem ser fortes, mas sofrem de lacunas muito graves, pois não são verdadeiros.
Eu fui enganado em 1998 agora em 2007 não o vou ser.
Não se deixe enganar dia 11 de Fevereiro vote SIM.
Nuno Carvalho
publicado por comunidade às 14:22

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INSANIDADES

Estamos a poucos dias da realização do Referendo que vai decidir se SIM ou NÃO deve ser Despenalizada a IVG . Aumenta por isso o ruído de fundo - não, não me enganei ao escrever:  é mesmo ruído de fundo e não "vaga de fundo" como nos querem fazer acreditar... -  dos que defendem o indefensável, ou seja, a continuação do actual estado de coisas, que como todos sabem, é uma verdadeira vergonha nacional!  mas mensagem que se perceba e nos toque, NADA!

Desde o último Referendo e até há poucos dias atrás, fomos testemunhas do seu silêncio ensurdecedor à volta deste tema e das medidas que agora apressadamente nos dizem, deveriam ser priveligiadas pelo Poder, "em vez de promover a Despenalização..."
E para baralhar e confundir os menos atentos - porque é disso que se trata - lançam mão de todos os meios, mesmo os mais escabrosos e chocantes - imagens de choque disponibilizadas na Internet (conseguidas sabe-se lá como e por quem...) foto-montagens de práticas de aborto,  citações de personalidades (algumas bem sinistras) comparando o aborto à pena de morte e tudo o mais que ainda se verá...
É pois neste contexto, em que uma parte significativa da Sociedade do nosso País atingiu um patamar que raia já a verdadeira INSANIDADE, que se impõe  denunciar as revoltantes contradições que se escondem por detrás do seu discurso aparentemente humanista. É que, parafraseando um ditado muito conhecido, "À MULHER DE CÉSAR, NÃO BASTA GRITAR QUE É SERIA..."
 
 
DEMÊNCIA - parte I 
 
Aborto : Cónego de Castelo de Vide diz que um cristão que vote sim será excomungado
Quinta, 18 Janeiro 2007
Tarcísio Fernandes Alves citou o cânone 1398 do Código de Direito Canónico, onde se afirma que "quem provoca o aborto incorre numa excomunhão automaticamente".
Este aviso estava já contido num boletim paroquial que o cónego distribuiu e no qual refere que os que votarem "sim" e os que "se abstiverem de votar cometem um pecado mortal gravíssimo que os irá impedir de participar na missa".
 
Compadres, vejam lá se internam o homem - ou pelo menos, ponham-lhe uma camisa de forças um açaime... - olhem que ele é um perigo e ainda pode morder em alguém...
 DEMÊNCIA - Parte II
...........................
" Esmeralda, que fará cinco anos a 12 de Fevereiro, tem nome de preciosa. Faz sentido: por ela, o sargento do exército Luís Gomes que com a mulher Adelina Lagarto criou a menina desde os três meses, quando lhes foi entregue pela mãe biológica, está em prisão preventiva a enfrentar um julgamento por subtracção de menor e sequestro agravado, enquanto Adelina e a criança se escondem em paradeiro que ele recusa revelar. Por ela, o carpinteiro Baltazar Nunes, pai biológico por via de uma relação "ocasional", desencadeou uma batalha jurídica "até às últimas consequências", uma batalha para que lhe seja entregue uma filha que viu duas vezes na vida e que não o conhece"
 
E é esta Sociedade (pelo menos a que contesta a Despenalização) que se propõe ajudar as mulheres em dificuldades, para que apesar de tudo, possam ter os filhos, ainda que depois os entreguem para adopção... A Esmeralda, que vai fazer 5 anos, nunca conheceu outros pais que não o Sargento Luis Gomes e a Adelina Lagarto. Agora, num acto de verdadeira DEMÊNCIA, a nossa Justiça propõe-se entregá-la a "um homem" que ela não conhece e que apesar de ser o seu pai biológico, nunca quiz que ela nascesse! (E como os contornos deste episódio da "vida real" nos fazem lembrar idênticos e recentes episódios, que terminaram em TRAGÉDIA para outras "Esmeraldas" deste País...)
 
 
 DEMÊNCIA - Parte III
Catecismo da Igreja Católica
Dado no dia 11 de outubro de 1992, trigésimo aniversário da abertura do Concílio Ecumênico Vaticano II, décimo quarto ano de meu pontificado.
Joannes Paulus II
....................
 
P.33.3 Pena de morte
§2267 O ensino tradicional da Igreja não exclui, depois de com provadas cabalmente a identidade e a responsabilidade de culpado, o recurso à pena de morte, se essa for a única via praticável para defender eficazmente a vida humana contra o agressor injusto.
..........................
Pois, a mesma Igreja que compara o aborto à pena de morte, afinal não a condena em absoluto - e não se trata de mera questão teórica, porque na América, onde a Igreja Católica tem muita força, os Bispos católicos nunca fizeram (nem foram aconselhados a fazê-lo) ouvir a sua voz contra esta prática já posta de parte pela maioria dos países civilizados.
É com exemplos de coerência como estes, que as Igrejas se hão-de voltar a encher de fiéis?
 
Conclusão possível a tirar:
Numa sociedade como a que temos, onde estes são APENAS três exemplos que confirmam o avanço de um processo de DEMÊNCIA verdadeiramente preocupante, é lícito, é recomendável é mesmo de interesse vital, garantir saídas de emergência que nos defendam dos loucos que por aí circulam...
E a DESPENALIZAÇÃO da IVG , é APENAS uma dessas saídas de emergência!
publicado por Equipa SAPO às 14:19

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Amor a quem precisa!

O aborto só será erradicado da sociedade quando o ser humano tiver um desenvolvimento espiritual consistente, nessa altura nem será necessário referendo porque já não haverá aborto a não ser por qualquer acidente ou patologia, não dependendo de leis nem de papéis mas da própria mulher, ela decidirá não o fazer.
É triste constatar-se que dois mil anos depois que a igreja continua atirando pedras á protituta!
Os que estão no NÃO estão de acordo com a sua mentalidade porque se fosse permitido a igreja voltaria a matar em nome de Deus, e a camada da sociedade que vive abastadamente tem as suas preferencias em clinicas privadas com as condições devidas esquecendo as mulheres pobres que quando o quizerem fazer, se entregam nas nas mão de curiosos sem condições, morrendo dois em vez de um.
É posto a nu a deficiente mentalidade dos governantes quando querem mudar o mundo com papéis.Não é por aí meus meninos! Grandes interesses sim acredito, não me contem histórias! Vamos caminhando sim, para um mundo de influencias que servem para alimentar grandes grupos chamados de poderosos que de poderoso não tem nada.
Degenerámos completamente!É o que se vê quando queremos resolver um problema que está resolvido por natureza, fará quando vierem as grandes decisões da humanidade...! Eduardo Dias-Tavira
publicado por comunidade às 10:27

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Terça-feira, 23 de Janeiro de 2007

Não à Despenalização do Aborto

Se uma mulher (Madre Teresa) que tanta criança viu no mundo com fome e doenças, mães grávidas que nem para elas tinham comer quanto mais para alimentar o filho quando nascesse, era CONTRA o aborto porquê nós que temos melhores condições somos a favor.

Será legitimo que uma mulher hoje deseje ter um filho e que 10 semanas depois decida abortar só porque já não lhe apetece ter o filho?

Recordo aqui algumas frases de Madre Teresa:

O aborto "é o assassinato no ventre... Uma criança é um presente de Deus. Se não a quiser, dê-a para mim."

"A maior destruição da paz é o aborto, pois se uma mãe pode matar sua própria criança, o que impede de eu matar a você e de você me matar? Não há nada que impeça."

"É uma pobreza decidir que uma criança deve morrer para que você possa viver como deseja."

Madre Teresa

1910-1997

Diga não Despenalização do aborto
publicado por comunidade às 20:46

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Não ao Aborto-è provavel que nem seja publicado por ser pelo não

O “aborto” faz-se no acto sexual ou antes ao tomar as precauções
necessárias, com os métodos contraceptivos adequados e não depois de se
iniciar a vida…



Mas enfim neste país prefere-se gastar dinheiro em tudo que seja reparar os
males e não em preveni-los



Nem que seja uma reparação mais dispendiosa e mais prejudicial do que se
houvesse prevenção…



Outra característica deste país é que as minorias têm sempre que levar a sua
avante, vejamos:



Se um fumador incomodar uma enormidade de fumadores e estes o chamarem à
razão, ele responde e apela aos seus direitos. E os direitos dos não
fumadores em ter uma vida saudável ou sem fumo???!!!



Se um policia branco bate num individuo de raça negra...à que del rei que é
racista, mas se um policia de raça negra bate num individuo de raça branca…é
porque mereceu…



E existem muitos exemplos…



Devemos ser justos e não cegos na defesa das minorias pois elas nem sempre
são donas da razão.



Mas um que me lembra e relacionado com o aborto….é que a maioria já decidiu
uma vez pelo não, …mas a minoria do sim decidiu que deve vencer nem que não
seja pelo cansaço e então vão fazer referendos até as pessoas as pessoas que
defendem a vida e a razão desistirem…e que tal senhores governantes e
senhores defensores do aborto, que tal utilizarem os recursos que com isto
se desperdiçam de forma a ajudarem na prevenção e de uma sociedade hipócrita
como estão a tornar a nossa sociedade ao penalizarem quem é a favor da ena
de morte e depois defenderem essa mesma pena de morte para um ser que deseja
uma única coisa…VIDA.



Pedro Alves
publicado por comunidade às 13:56

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CHEGA DE HIPOCRISIA



Considero execrável o aproveitamento político que os partidos estão a fazer deste problema.

São aceitáveis muitos dos argumentos derimidos por ambas as partes, sobretudo quando se vê o problema do ponto de vista psicotraumático, como noxa causadora de sofrimentos psiquicos, na altura da gravidez e indesejada e na vida futura da mulher. CADA CASO É DIFERENTE DE OUTRO.

Mas é inaceitável que os partidos fujam às suas responsabilidades, utilizando de uma forma cobarde este estratagema, expondo as mulheres a toda esta discussão, sem nenhum respeito por elas, REABRINDO FERIDAS PSICOTRAUMÁTICAS, que já tanto sofrimento tinham causado e tanto trabalho tinham dado a psiquiatras e psicólogos!

Quando quizeram impor a constituição, quando instituiram a maldita cleptocracia autárquica, quando querem despenalizar condutas sociais (furtos, drogas, corrupção, etc), quando sobrecarregam os cidadãos com impostos ou para fazem obras de fachada desnecessárias e despesistas, decretam e legislaram, porque têm representatitividade para isso!

Vergonhosa é sobretudo, a atitude do P.S., que diz em público defender despenalização do aborto e propõe o ABORTAMENTO POR LIVRE ARBÍTRIO, como regalia,  no Serviço Nacional de Saúde, TEM MAIORIA ABSOLUTA NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA que lhe permitia aprovar o que propõe como lei, e não o legislou!

Por cobardia política, por gosto de folclore, para com esta monobra de diversão desviar as atenções da incompetência com que, de facto, e apesar de toda a manipulação da informação (des)governa e corrompe o país?

PERANTE TANTO EMBUSTE E DESPUDOR DOS POLÍTICOS, UM "ENSAIO SOBRE A LUCIDEZ", ABSTENÇÃO! 

Uma bstenção superior a 50% será a maior lição de civismo que podemos dar!

Dr. Ramiro Araújo, médico psiquiatra, mais interessado na dignidade e na saúde mental das pessoas que em políticas.


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publicado por comunidade às 12:21

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Sejamos claros

Nos debates sobre o aborto, os argumentos invocados são de uma
multiplicidade impressionante. Fala-se de tribunais e maternidades, clínicas
espanholas e classes sociais, prisões, embriões, semanas, impostos e
decretos-leis. No meio de assuntos tão variados, apresentados de forma tão
intensa, é fácil perder de vista o essencial.
Ninguém duvida que a questão do aborto cruza problemas distintos.Mas ele
nasce de um dilema muito simples, e muito doloroso, situado no seu núcleo
essencial. É esse dilema que gera a enorme dificuldade da questão e motiva o
debate tão decisivo e apaixonado. Todos os outros aspectos e pormenores
perdem o valor perante esta dualidade elementar.Na questão do aborto
voluntário verifica-se a contraposição entre dois valores básicos e
fundamentais: o direito à liberdade da mãe e o direito à vida do embrião.
Aliás, os próprios movimentos que se opõem manifestam isto mesmo, ao
denominarem-se respectivamente "pela escolha" e "pela vida". Assim, a
resposta à pergunta do referendo apresenta-se de forma cortante. Quem acha
que a liberdade da mulher para determinar a sua vida e o seu corpo é
essencial deve votar "sim". Quem pensa que o direito à vida do embrião é
dominante deve votar "não".Ninguém duvida que cada um destes direitos
representa algo de essencial na dignidade humana. O específico no debate do
aborto é que cada um deles, sendo fundamental, se opõe ao outro que é
igualmente fundamental. Assim, de certa maneira, ao defender um se está
implicitamente a menosprezar o outro. Isto é que torna a questão tão
angustiante. A sua dificuldade vem precisamente deste custo: secundarizar e
diminuir algo de vital ao proclamar um aspecto também vital.Ter consciência
deste custo ajuda, não só a ver a importância da questão, mas também a
entender e, talvez, a respeitar os adversários. Eles lutam por um valor que
não podemos deixar de reconhecer. Percebe-se também que, dada a dificuldade
do dilema, tanta gente procure escamotear a questão levando-a para campos
acessórios. Mas a verdade irredutível é que o problema mantém sempre toda a
sua dolorosa acuidade: dois direitos básicos opõem-se quando uma mulher
contempla abortar o filho que gerou.Todos os outros elementos e argumentos,
dos traumas pós-aborto aos riscos para a saúde pública, das razões
sócio-económicas à constitucionalidade da lei, só ganham significado na
solução deste dilema central. Que interessa o défice do orçamento perante os
riscos da liberdade individual? Que significam os inconvenientes pessoais
face a uma vida humana em risco?Mas, como vimos, o peso de cada um desses
valores mede-se no confronto com o outro. Essa é a gritante dificuldade.
Quem vota "sim" tem de estar preparado para levar a sua defesa da liberdade
da mulher a ponto de se sobrepor à vida do filho em gestação. Deve votar
"não" quem acha que a vida do embrião tem um valor tão grande que chega para
sacrificar a liberdade da sua mãe em definir o seu futuro num momento tão
doloroso. Um "sim" está pronto a destruir uma vida e um "não" prepara-se
para restringir uma liberdade pessoal fundamental. Este é o profundo
dramatismo do dilema. Não há volta a dar-lhe: é preciso escolher uma
resposta e ela, qualquer que seja, tem sempre implicações terríveis.Não
admira também que tanta gente opte pela abstenção. Mas a fuga nada resolve e
o dilema mantém-se mesmo para os que não olham. Por outro lado, quem diz que
a lei deve deixar uma questão tão importante à decisão de cada um abre
involuntariamente a porta a potenciais atrocidades. No fundo, os primeiros
votam "não" sem querer, pois a abstenção favorece o quadro vigente, enquanto
os segundos ambiguamente concordam com o "sim", e ambos de forma passiva.
Nunca se esqueça de que o regime nazi se afirmou perante a abstenção de uns
e a demissão de outros.Este é o dilema elementar do referendo. Mas existe um
detalhe que rompe o paralelismo: os dois lados não se colocam igualmente
perante estes termos. Os defensores do "não" assumem o sofrimento das mães,
criando muitas instituições para o aliviar, enquanto os do "sim" costumam
escamotear a vida do embrião. Isto só por si revela um facto indesmentível:
postos francamente em confronto, o valor da vida sobrepõe-se naturalmente ao
da liberdade. Sem liberdade a vida resiste, mas sem vida não há nada. Essa é
a razão por que em todas as civilizações da História o aborto provocado foi
em geral sempre repudiado.
João César das Neves, in Diário de Notícias
publicado por comunidade às 11:55

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Segunda-feira, 22 de Janeiro de 2007

Debates na SIC (vídeos)

- São José Lapa, Movimento pelo Sim x Ana Brito e Cunha, Plataforma Não, Obrigada

- "Movimento pelo Sim" x "Plataforma Não, Obrigado"

 - Maria José Magalhães, "Movimento Cidadania e Responsabilidade pelo Sim" x Pedro Mexia (Não)

- Debate na sala do Arquivo da Alfândega do Porto

- José António Pinto Ribeiro (Sim) x Adriano Vaz Serra "Plataforma, Não Obrigada"

- Movimento "Cidadania e Responsabilidade pelo SIM" x Movimento "Aborto a Pedido? Não!"

- "Cidadania e Responsabilidade pelo Sim" x "Plataforma Não, Obrigada"

- Fernando Rosas (Sim) x Zita Seabra (Não)

- Heloísa Santos, "Médicos pela Escolha" x Mª Rosário Carneiro, "Plataforma Não, Obrigada"

- Cidadania e Responsabilidade pelo Sim x Plataforma, Não Obrigada

- Movimento Despenalização da IVG e Associação Mulheres em Acção

- Odete Santos (Sim) x Laurinda Alves (Não)

- Helena Matos (Sim) x Isilda Pegado (Não)

- Rui Zink (Sim) x Isabel Galriça Neto (Não)

 

 

publicado por Equipa SAPO às 18:42

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Defender a escolha é dar alternativas ao aborto!

Li recentemente um depoimento de quem conhece bem a realidade das mulheres
em risco de aborto. Já sei que os defensores do «sim» vão dizer que o apoio
que é dado por esta psicóloga é insuficiente actualmente; pois então, vamos
investir para que ele aumente e seja mais visível, apoiando quem o
proporciona e exigindo que o Estado faça o mesmo. Oferecer apenas o aborto
não resolve nada. Aquilo que o «sim» tanto apregoa como um «direito à
escolha» da mulher é apenas um direito à escolha entre o aborto clandestino
e o aborto pago pelo Estado, o que NÃO É ESCOLHA NENHUMA! Segue-se um
excerto do depoimento da psicóloga Maria Brito de Goês:

«Porquê acreditar que o aborto será algo a aconselhar a alguém? O que nos
leva, hoje em dia, a responder, perante uma mãe desesperada com a sua
gravidez: “olha, deixa lá, o aborto é legal e por isso, não tenhas problemas
de consciência…podes recorrer ao mesmo naquele hospital estatal perto de tua
casa, que ninguém te recusará tal pedido…” Porque baixamos os braços?
Será que é esta a resposta que cada um de nós tem para dar a uma mãe que se
encontre neste dilema? Se todos acreditamos que o aborto é um mal, ainda que
por vezes alguém possa considerá-lo um mal menor, porquê defende-lo,
promovê-lo, torná-lo legal na nossa sociedade???
Eu imagino porquê; é que é muito mais difícil prestar um apoio construtivo e
que viabilize o prosseguimento duma gravidez com contornos delicados e, por
vezes, dramáticos.
Por ter trabalhado, alguns anos, como Psicóloga, com mães que se confrontam
com a hipótese de vir a abortar o filho que entretanto se desenvolve no seu
seio, tenho uma percepção muito concreta, muito real e muito premente do que
é que se pode fazer por elas, ou melhor, do que é que, no fundo, cada uma
delas espera dos outros, perante o dilema do aborto do seu bebé.
Posso dizer, da experiência que foi alguma, que, sem excepção, todas as mães
que, por terem sido ajudadas, decidiram não interromper a gravidez, chegaram
ao final da mesma com um estado de espírito completamente diferente daquele
que tinham no início. Talvez a palavra que melhor caracterize este
sentimento seja satisfação. Estas mães, por muitos problemas pessoais,
sociais ou económicos que tivessem, acolheram os seus filhos com grande
satisfação. Por os terem tido, mas, acima de tudo, o sentimento lactente era
o de, afinal, não ter sido necessário interromper o desenvolvimento da vida
de cada um deles!
É esta a principal mensagem que gostaria de passar: É possível, quando
confrontados com uma mãe que quer abortar, fazermos um caminho com ela. Um
caminho que exige disponibilidade, entrega, confiança, eficácia na condução
e resolução dos problemas e, acima de tudo, uma grande capacidade de gerir
as prioridades, ou seja, garantir o bem-estar da mãe e do filho.
Compactuar com a opção, ainda que da mãe, da interrupção duma vida de um
bebé ainda em tempo de gravidez, para resolver um ou mais problemas de
variadíssima ordem, parece-me, no mínimo, uma falta de eficácia, de
pró-actividade e de vontade em contribuir para uma sociedade mais justa,
mais saudável e mais feliz!»
publicado por comunidade às 12:23

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.NÃO

-Reacção de Marques Mendes(SIC)

-Reacção de Ribeiro e Castro(SIC)

-Reacção de Movimentos pelo Não(SIC)

.links