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Sábado, 29 de Outubro de 2005

Cinismo


Quando os deputados que dizem defender a liberlalização do aborto remetem para o referendo popular, estão a ser cínicos. O referendo deve utilizado apenas quando estão em jogo decisões de soberania nacional como, por exemplo, a integração de Portugal na União Europeia ou na Espanha, que implicam a perda de soberania.
Os defensores da repressão sobre as mulheres que abortam, por não quererem ter os filhos que não desejam, são os mesmos que tudo fazem para alargar o fosso económico brutal que, em Portugal, separa os ricos dos pobres. São os mesmos que não só não dizem uma palavra contra o facto de um médico ou um juiz ganharem mais de 10 vezes o salário de um trabalhador ou 4 vezes o salário de um licenciado como eles e, portanto, tão doutor como eles, para já não falar nos tão chorudos como afrontosos vencimentos dos chamados gestores empresariais.
Geralmente, as mulheres que abortam é porque estão conscientes da sua incapacidade económica de proporcionar aos filhos a vida a que têm direito e porque, também o Estado, na onda da progressiva e despudorada desresponsabilização social protagonizada por este e pelos dois últimos governos, oferece cada vez menos condições de garantir aos cidadãos o direito a uma vida condigna, à saúde, à educação, ao conhecimento. As mulheres pobres que abortam é porque não querem ver os seus filhos sofrer a miséria da lógica esclavagista da hegemonia ter e do saber sobre o fazer, é porque não querem que uns nasçam para mandar e porisso tenham direito a tudo, até a decidir e limitar o conhecimento dos mais pobres, os escravos, e os outros, os escravos, para trabalhar e porisso não tenham direito a nada.


publicado por Equipa SAPO às 10:27

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