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Quarta-feira, 22 de Novembro de 2006

Referendo sobre o ABORTO!

Eu não me vou aqui pronunciar sobre a minha opinião, mas no entanto gostaria de deixar aqui algumas perguntas para que alguém mais iluminado que eu possa responder. Se souber, claro!



1- 1º referendo disse não. Partindo da hipótese que este segundo dá sim, pergunto: daqui a uns anos, poderemos referendar outra vez o dito assunto?



2- Supondo ainda que o sim vai ganhar e como tal permitir a interrupção voluntária da gravidez até às 10 semanas, e isto porque é vergonhoso "prender" mulheres que o fizeram, pergunto: e se a mulher for apanhada a fazer um aborto às 11 semanas, prende-se ou fazemos outro referendo para aumentar o prazo? E depois ás 12, ..... e depois às 13, ..... e depois ? Como é? Vamos poder legalizar o dito aborto até aos 9 meses?



3- Sabendo todos nós que a uma PESSOA no seu perfeito estado psíquico lhe é proibido o suicídio assistido ( conhecido como eutanásia), como vamos nós permitir que se faça um aborto se nem ao menos podemos perguntar ao FUTURO SER, se quer nascer ou não?



4- É inquestionável que a mulher tenha direito a dispor do seu corpo, mas que eu saiba, para fazer um filho são necessárias 2 pessoas: uma MULHER e um HOMEM. Então o Homem e futuro pai, não tem direito a opinar? E se o casal for muito democrata e forem a votos e empatarem? A mulher tem voto de qualidade?



5- Como já são muitas perguntas que "quase de certeza" ninguém com responsabilidades vai responder, só deixo mais uma: quem é que vai receber luvas das clínicas multinacionais que se estão a instalar nos principais centros do país? E se o referendo der não, como é que vão descalçar a bota?



Jacinto César

Elvas



jjnc@sapo.pt
publicado por comunidade às 02:42

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23 comentários:
De maria a 23 de Novembro de 2006 às 13:01
eu percebi que as suas perguntas eram retóricas, por isso não lhes venho dar resposta, mas todas elas têm uma questão central, com quanto tempo é que o feto é considerado um ser consciente...e pelo que percebi o senhor considera-o desde a sua fecundação, posso ter tirado uma conclusão errada das suas palavras, mas foi isso que me pareceu...ora quando o senhor diz que o aborto não deve ser praticado sem o consentimento do homem envolvido na gravidez e muito menos sem o consentimento do feto, eu pergunto-lhe se sabe que existe um método contraceptivo largamente utilizado e por recomendação médica, o DIU, que não impede a fecundação do óvulo, mas que impede a sua fixação no útero e consequentemente o seu crescimento, se considera aborto desde a fecundação então quem utiliza este contraceptivo pratica centenas de abortos...e que eu saiba a mulher não precisa de consentimento do companheiro para utilizar métodos contraceptivos, sejam eles qual forem, e então o caso da pílula abortiva? o companheiro pode não concordar, mas a mulher é livre de a comprar e ingerir, então agora pergunto eu, qual o vosso critério para a prática do aborto, é que estas questões deixa-me um bocado confusa! em relação à última pergunta, que eu saiba existem 3 casos em que o aborto pode legalmente ser praticado, tal como existem mulheres que p.e. decidem fazer os seus partos em clinicas privadas ao invés dos hospitais estatais, porque é que as mulheres nessas situações previstas na lei não poderão fazê-los no local da sua preferência?
maria.
maia.
De Jacinto Cesar a 23 de Novembro de 2006 às 18:19
Cara Maria

Como se disse no comentário a seguir ao seu, é claro que manifestei a minha opinião sobre o assunto sob a forma de perguntas. Uma questão somente de estilo, mas sem nunca querer esconder a minha posição.

Quanto às perguntas que formulei, têm a sua razão de ser e que passo a explicar.
Ponto assente e sem discussão é a lei vigente. Os casos graves e que inclui os problemas psicológicos manifestamente problemáticos estão assegurados!!

O problema que levanto e que para mim é grave, é o que se passará depois de um "sim". Presumo que a situação que leva hoje mulheres para a "cadeia" irá continuar. E irá continuar até quando? Como nos Estados Unidos que é permitido até ao último dia? Se formos vivos e de saúde penso que não demorará muitos anos até que o assunto volte à baila e aqui estaremos nós novamente na conversa.

Em relação ao problema que levanta sobre aos DIU's, é inteiramente verdade o que diz, mas não vamos confundir um óvulo acabado de ser fecundado (ovo) com um ser. Isso é estarmos a dar a volta à questão. O não permitir a sua fixação não é o mesmo que esperarmos 10 semanas e acabar com o feto. Nessa altura, se já reparou, este já tem o corpo quase completo, incluindo cérebro e a maior parte dos órgãos.

Não interprete mal as palavras que vou dizer (não tem nada a ver com ecnomicismo): o dinheiro que se vai gastar com os referidos abortos, que quase de certeza se irão transformar no meio contraceptivo mais popular entre os portugueses) não seria mais útil aplicá-lo na educação das pessoas? No apoio às famílias necessitadas? No apoio às mães solteiras?
Isso sim, seria definitivamente atacar o mal pela raiz e eu sentir-me-ia imensamente feliz em contribuir para a felicidade dos que a não têm. Lá disse alguém que se queres ajudar um pobre não lhe dês um peixe: ensina-o a pescar!
De otas a 27 de Novembro de 2006 às 15:36
Relativamente à parte do seu texto que transcrevo:

" ...10 semanas e acabar com o feto. Nessa altura, se já reparou, este já tem o corpo quase completo, incluindo cérebro e a maior parte dos órgãos..."

Um feto cujo desenvolvimento ficasse limitado às tais 10 semanas não daria origem a nenhuma criança, porque não chegaria a nascer: abortava expontâneamente. E se fosse retirado do útero materno morreria igualmente. A ciência ainda não foi tão longe também. Com 10 semanas o feto está completamente dependente do útero materno (até com o dobro), por isso não me choca que a mãe possa decidir se continua com a prenhez ou não!
E se o desenvolvimento do cérebro estagnasse nas 10 semanas, então seria produzido um ser vegetativo que nunca seria capaz de se alimentar autonomamente. Não lhe desejo, nem a si, nem a ninguém, uma criança nessas condições!
Silvério Rosa
De Miguel Fonseca a 14 de Dezembro de 2006 às 01:04
Caro Silvério,
Pelo seu comentário conclui-se que a independência de um ser é o que lhe dá o direito a viver. Particularmente, disse que um ser com 10 semanas morreria se estivesse fora do útero de sua mãe, e como depende da mãe, ela pode decidir sobre a vida do filho.

Obviamente que está errado e o seu argumento é absurdo ( e não leve isto como um insulto, mas como uma crítica) e passo a explicar: Se a dependência fosse essencial para um ser humano ter direito à vida, então todos aqueles que de alguma forma são dependentes de outros não mereceria viver, em suma, todos nós.
Miguel Fonseca
De otas a 27 de Novembro de 2006 às 16:13
É a mulher quem decide se aborta ou não, mas se o fizer sem o consentimento do companheiro é lamentavel e se for o marido demonstra até que existe um relacionamento pouco são entre o casal. É só isso!
De kika a 23 de Novembro de 2006 às 14:29
Desculpe lhe dizer isso mas o senhor está a ser hipócrita, nota-se claramente a sua posição neste assunto... portanto o senhor não procura respostas...
De Jacinto Cesar a 23 de Novembro de 2006 às 18:29
Cara Kika (presumo que seja mulher).

Não confunda ironia com hipócrisia.
No entanto, as perguntas são muito reais e muito preocupantes e já agora também pertinentes.
Digo-lhe isso porque na realidade ainda não ouvi respostas e gostaria de saber a opinião dos partidários do SIM.

Cara Kiki, não procuro a discussão à moda dos políticos, os quais não suporto, diga-se, mas a discussão honesta e sem tabús.
De Anónimo a 23 de Novembro de 2006 às 19:05
Jacinto o aborto não será o método contraceptivo mais usado porque as mulheres não são malucas. Para fazer um aborto uma mulher normal pensa muito e sofre, pois todas gostariamos de ter um filho e se se fizer um aborto é porque não condições monetárias nem psicológicas para o ter. Os contraceptivos falham e por vezes os homens fogem quando a mulher engravida e ela não tendo condições para ter um filho recorre ao aborto. Não venha com a conversa de que há instituições de apoio que isso é uma treta, pois todos sabemos que não funcionam. Despenalizar é ajudar a quem não tem alternativas o faça sem sofrer mais ainda.Por isso não sejamos hipócritas e digamos sim para evitar que certas pessoas encham o bolso á custa da desgraça de algumas mulheres. Ana
De kika a 23 de Novembro de 2006 às 20:20
O senhor, presumo senhor, para além de irónico está a ser hipócrita, pois finge não ter opinão quando a tem, quando disse hipocrita apenas me referia à sua primeira afirmação... Obvio que tudo o resto é pura ironia...

"HIPOCRISIA, a palavra deriva do latim hypocrisis e do grego hupokrisis ambos significado de fingir"


Espero que tudo esteja esclarecido...
De Anónimo a 24 de Novembro de 2006 às 02:45
Cara Kika: volto-lhe a responder sem o intuito de criar qualquer polémica. Quando disse que prezumia que fosse Mulher foi porque me pareceu que o Nick que usa seria femenino. Não tinha outra intenção quando usei o "presumo".
Mantenha as suas convicções pois são sinais de carácter, no entanto permita-me ter as minhas.
O que disse inicialmente não é ofencivo para ninguém e são dúvidas que na realidade se me colocam.
Não acha que a palavra "hipócrita" é despropositada?
PS- Já me esquecia: por favor, tenham a opinião que tenham, não se escondam por detrás de nicks ou um simples "anónimo".Sejamos corajosos.
De Chlampa a 28 de Novembro de 2006 às 11:25
Que o assunto é polémico, já não é novidade alguma, agora as perguntas hipócritas que se desenvolver em seu redor, é que para elas sinceramente já não há paciência! Sejamos realistas... Hoje em dia o aborto não está legalizado, mas faz-se! Aqui não se está a obrigar ninguém a fazer uma interrupção da gravidez, simplesmente se estão a tentar criar as condições necessárias no nosso país. Quer vença o SIM ou o NÃO, os abortos vão continuar a existir, mas desta feita, em casa sem qualquer tipo de assistência médica (sim, porque não há ninguém que não conheça alguém que já o tenha feito), ou então deslocam-se ao país vizinho e fazem dentro da legalidade. Não vai deixar de existir, portanto não façam perguntas inúteis , aqui só está a ser discutido basicamente se vamos continuar a condenar ou a deixar os cuidados em mãos alheias, ou se vamos dar condições de uma vez por todas às mulheres que tomam essa opção!
De Jacinto Cesar a 24 de Novembro de 2006 às 02:48
Rectificação

Cara Kika: volto-lhe a responder sem o intuito de criar qualquer polémica. Quando disse que presumia que fosse Mulher foi porque me pareceu que o Nick que usa seria feminino. Não tinha outra intenção quando usei o "presumo".
Mantenha as suas convicções pois são sinais de carácter, no entanto permita-me ter as minhas.
O que disse inicialmente não é ofensivo para ninguém e são dúvidas que na realidade se me colocam.
Não acha que a palavra "hipócrita" é despropositada?
PS- Já me esquecia: por favor, tenham a opinião que tenham, não se escondam por detrás de nicks ou um simples "anónimo".Sejamos corajosos.
De kika a 24 de Novembro de 2006 às 03:36
Só espero é que o senhor na altura de dizer sim ou não, tenha certeza das suas convicções... e se estivesse mais atento essas dúvidas certamente já teriam dissipado...

P.S. mais importante que dar a cara é as pessoas darem o seu contributo e que possam de certa maneira educar aqueles que ainda tenham algumas dúvidas.
De Jacinto Cesar a 24 de Novembro de 2006 às 13:24
Lá dizia o Filósofo: junta-te aos que procuram a verdade (ou razão) e não aos que julgam que a encontraram.

Debater assim não tem razão de ser.
Termino por aqui!!!
De otas a 27 de Novembro de 2006 às 14:54
Não concordo com ditaduras nem com fundamentalismos, quer sejam muçulmanos, cristãos ou outros. Aceito que um membro das "Testemunhas de Jeová" se recuse a dar ou a receber sangue, porém, não concordo que isso fosse lei em qualquer país, e que, em consequência, todos os cidadãos desse país fossem impedidos de o fazer, incluindo os não crentes. Alem disso, um membro dessa religião não deve ter o direito de decidir sobre o não recebimento de sangue de um seu familiar que dele necessite, ainda que seja o parente mais próximo: um filho ainda sem vontade própria; ou um idoso. Nestes casos, os critérios médicos devem prevalecer. No caso dos idosos, deverá ser respeitada a sua vontade,
desde que a tenha deixado expressa, o que exclui o simples facto de estar referenciado como “testemunha de Jeová”, pois poderá disso ter-se arrependido em qualquer momento.

Do mesmo modo, um indivíduo batizado catolicamente em tempos poderá não seguir as regras da religião católica, deixar de ser crente ou até trocar de religião! Se assim não fosse o que faziam aqui as outras religiões, incluindo as “testemunhas de Jeová”, num país com séculos de catolicismo romano?

Aceito que um sacerdote católico apostólico romano possa estar impedido de casar e que seja obrigado a abstinência sexual, esse sacrifício, que o põe à prova só o valoriza. Essa condição foi aceite livremente e poderá ser sempre rejeitada a qualquer momento, passando o sacerdote a ser um cidadão comum como qualquer outro. Mas, não estaria correcto que tal fosse exigido a um sacerdote dum credo não romano só porque está em Portugal (ex.: adventista, anglicano, ortodoxo, luterano, etc...). Portugal é um país laico.
É lógico que um Padre cristão aconselhe os seus paroquianos a não praticarem o aborto em qualquer circunstancia, porque a ética cristã o impede e um verdadeiro cristão não deverá fazê-lo em qualquer circunstância. Porém, é abusivo que essa visão seja imposta aos restantes cidadãos, ainda por cima num país que se diz laico.
O aborto não é o melhor método de contracepção e por isso deverá ser pago para incentivar a busca de alternativas. O Serviço Nacional de Saúde já mal responde nos casos em que a vida está em risco, por isso não será aceitável deslocar recursos para esses fins, a não ser em casos muito especiais, a tipificar: malformações, portadores de HIV e pobreza extrema confirmada.
Há que mudar: com a actual situação quem ganha são as clínicas espanholas, inglesas, além das tais "parteiras de vão de escada". com risco de vida e de prisão para a mulher Concordo com a despenalização civil do aborto, desde que seja feito dentro de um prazo aceitável, definido por critérios médicos, mas nunca religiosos. Quem tem autoridade para dizer que existe um ser humano num útero: um Padre ou um médico? – Obviamente que um médico!
Aceito o critério de que a mãe deve decidir sobre a continuação ou não da gravidez até ao prazo limite em que possa existir a mínima possibilidade do feto poder sobreviver fora útero materno e a lei que se propõe a referendo está muito longe disso...
Mesmo que você seja incapaz de praticar um aborto deixe passar a lei e vote SIM! Até porque ninguém será obrigado a fazê-lo se não o desejar. De contrário, está a impor o seu ponto de vista, que, embora respeitável, elimina o poder de decisão de outras pessoas que pensam de forma diferente
Dizer-se que existe uma criança logo que o espermatozoide entra em contacto com o óvulo é abusivo! Deixo um conselho para quem assim pensa: Cuidado! Quando comer um ovo estrelado confirme antes se tem galadura e se tiver recuse-o porque irá comer um pintainho estrelado, o que deve ser um nojo!
Veja o resto do texto em \\otaetgv.blogs.sapo.pt/

De Joana R a 28 de Novembro de 2006 às 11:17
"Dizer-se que existe uma criança logo que o espermatozoide entra em contacto com o óvulo é abusivo!" Não é abusivo, é uma verdade cientifica. A Vida começa na concepção.
E a vida humana não é comparável a do pintainho, porque por essa ordem de ideias seriamos todos vegetarianos.
A vitoria do Sim, por si só, não vai obrigar ninguém a abortar, mas vai tornar aceitável um crime.
De Anónimo a 9 de Dezembro de 2006 às 17:34
No último comentário assume-se que o aborto é crime - «A vitoria do Sim, por si só, não vai obrigar ninguém a abortar, mas vai tornar aceitável um crime.». Vamos agora aceitar os crimes? Então, vamos aceitar também a pedofilia, o homicídio... Também são crime!
De otas a 27 de Novembro de 2006 às 15:02
penso que a outra parte ( o pai) deveria ter também alguma coisa a decidir relativamente à realização ou não do aborto, à excepção dos realizados por razões especiais: portadores de HIV, malformações, mãe doente mental profunda.

O pai da criança deveria ser também chamado a pronunciar-se sobre a suspenção da gravidez, desde que conhecido, mesmo no caso de filhos de relações extraconjugais. Não deveria ser de uma decisão exclusiva da mãe, servindo o pai apenas para pagar uma pensão de alimentos no caso daquela decidir levar avante com a gravidez .

É sabido que no mundo actual cada vez há mais mulheres que decidem ser mães solteiras, pretendendo apenas um apoio monetário, por parte do pai da criança. Por vezes, chega a haver um casamento que dura em geral poucos dias, para facilitar o registo do pai da criança, sem necessidade de prévia investigação da paternidade, dado que o marido é presumido pai da criança.; noutros casos , quando a mãe não tem qualquer dúvida sobre quem é o pai da criança, isso nem chega a acontecer.

Há casos em que é notória procura uma promoção monetária e social por parte da mãe, por via da criança, quando aquela é filha de um pai com fartos recursos. A provar-se a situação deveria ser crime. Isto é corrente na comunicação social, mas é também muito difícil de provar.

Mas planear e fazer nascer deliberadamente uma criança que se saber vai ser criada apenas por um dos seus progenitores é perfeitamente diabólico. Será que a educação monoparental é o melhor ambiente familiar para a educação mentalmente equilibrada de uma criança?

De otas a 27 de Novembro de 2006 às 16:01
Se o resultado do referendo for "NÃO". Apesar de eu o lamentar, julgo que deverá ser respeitada a vontade dos portugueses e aguardar-se mais alguns anos, e, por via disso, muitas mulheres continuarão a abortar em condições deploráveis, com risco de vida, e até de cadeia, ou a ir à nossa vizinha Espanha fazê-los com condições adequadas. Não serão muito poucas, uma vez que são as portuguesas a maioria das clientes das clínicas abortivas em Badajoz. Talvez por isso, algumas delas se preparam para a abertura de congéneres em Lisboa se o resultado for "SIM".
Haveriam vantagens adicionais: empregos para portugueses e dinheiro que não teria necessidade de sair do país.
De cmdtus a 28 de Novembro de 2006 às 10:48
Meu Caro Jacinto

Estou atónito.
Também faço parte dos indecisos e a cada dia que passa procuro obter informações, opiniões, conceitos, sei lá que mais que permita formular uma opinião.
Li os comentários. Os comentários dos comentários e fiquei com a certeza de que estamos "todos" um pouco à deriva, daí, na dúvida o NÂO.
Esperemos que neste blog existam mais opiniões avalizadas que permitam que decidamos em consciência, para na hora de votar possamos ficar de consciência "tranquila".
Obrigado pelos contributos de todos.
De pensarpensar a 29 de Novembro de 2006 às 15:51
Abortos, galaduras e ovos extrelados
Não concordo com ditaduras nem com fundamentalismos, quer sejam muçulmanos, cristãos ou outros. Aceito que um membro das "Testemunhas de Jeová" se recuse a dar ou a receber sangue, porém, não concordo que isso fosse lei em qualquer país, e que, em consequência, todos os cidadãos desse país fossem impedidos de o fazer, incluindo os não crentes. Alem disso, um membro dessa religião não deve ter o direito de decidir sobre o não recebimento de sangue de um seu familiar que dele necessite, ainda que seja o parente mais próximo: um filho ainda sem vontade própria; ou um idoso. Nestes casos, os critérios médicos devem prevalecer. No caso dos idosos, deverá ser respeitada a sua vontade, desde que a tenha deixado expressa, o que exclui o simples facto de estar referenciado como “testemunha de Jeová”, pois poderá disso ter-se arrependido em qualquer momento. Do mesmo modo, um indivíduo baptizado catolicamente em tempos poderá não seguir as regras da religião católica, deixar de ser crente ou até trocar de religião! Se assim não fosse o que faziam aqui as outras religiões, incluindo as “testemunhas de Jeová”, num país com séculos de catolicismo romano?
(..........)
Há que mudar: com a actual situação quem ganha são as clínicas espanholas, inglesas, além das tais "parteiras de vão de escada". com risco de vida e de prisão para a mulher Concordo com a despenalização civil do aborto, desde que seja feito dentro de um prazo aceitável, definido por critérios médicos, mas nunca religiosos. Quem tem autoridade para dizer que existe um ser humano num útero: um Padre ou um médico? – Obviamente que um médico!
Aceito o critério de que a mãe deve decidir sobre a continuação ou não da gravidez até ao prazo limite em que possa existir a mínima possibilidade do feto poder sobreviver fora útero materno e a lei que se propõe a referendo está muito longe disso... Mesmo que você seja incapaz de praticar um aborto deixe passar a lei e vote SIM! Até porque ninguém será obrigado a fazê-lo se não o desejar. De contrário, está a impor o seu ponto de vista, que, embora respeitável, elimina o poder de decisão de outras pessoas que pensam de forma diferente e terão até uma religião diferente também da sua, e Portugal é um país laico, é sempre bom lembrá-lo. Não pense que é o detentor de toda a verdade. Você não terá mais moralidade para criticar: 1º.) A circuncisão obrigatória nos meninos Judeus; 2º.) A ablação do clitóris nas meninas, feita também por crença religiosa; 3º.) a recusa de dar e levar sangue por parte das “Testemunhas de Jeová”; 4º.) A obrigação de algumas mulheres muçulmanas terem que usar a burca? Nos países onde foi obrigatório o seu uso até há poucos anos ainda há muitas mulheres que a usam por sua livre vontade.
Lembro ainda que a igreja católica apostólica romana também tem sido contra todos os métodos de prevenção da gravidez, incluindo o uso de preservativos, pílulas, DIU, e outros, de onde se deduz que para um verdadeiro católico a prática de sexo destina-se apenas à procriação e, não havendo abstinência, os filhos virão, naturalmente, a pouco e pouco, talvez um por cada ano, enquanto a mulher estiver em idade fértil. São filosofias (...) que deverão ser aceites por quem com elas concordar.
As posições partidárias baseiam-se em estratégias eleitorais, e, como estamos num país maioritariamente católico é difícil para alguns partidos abandonar as posições tradicionalistas, mas estão a fazê-lo na medida do possível. Dizer-se que existe uma criança logo que o espermatozoide entra em contacto com o óvulo é abusivo! Deixo um conselho para quem assim pensa: Cuidado! Quando comer um ovo estrelado confirme antes se tem galadura e se tiver recuse-o porque irá comer um pintainho estrelado, o que deve ser um nojo!
(veja o corte no blogue)
De inuteis a 29 de Novembro de 2006 às 20:41
Tentativa de resposta...

1- Se o Governo que estiver no poder nessa altura considerar que faz sentido alterar a Lei... lá teremos de ir a referendo...

2- estou longe de ser especialista na matéria, mas o que me parece é que aqui é uma questão médica. Penso que as 10 semanas é o limite médico para o fazer....

3- apesar de achar que uma célula é um ser vivo penso que neste caso ainda não tem vontade própria e assim sendo quem a está a gerar tem o poder sobre si... Não é pela mulher estar grávida que deixa de ter poder soberano sobre o seu corpo ou parte dele...

4- Pois... esta questão para mim é a mais sensível ! Como é que uma mulher vai abortar quando a outra parte que contribuiu para geração do ser não vai ser consultada? Pessoalmente não gostaria de ver um filho meu ser abortado. Terá que haver bom senso de ambas as partes...

5- Pois é!!! Também já tinha pensado nisto principalmente quando vi uma reportagem na TV onde a dona de uma cadeia de clínicas em Espanha estava a instalar uma unidade em Lisboa depois de um ministro a ter autorizado a fazer... Se o não vencer lá vamos de ter de pagar as devidas indemnizações

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